9 de jul de 2018

Projeto #LeiamOsmiseraveis Semana 3 e 4

Sim, sim, fiquei com preguiça de escrever na semana passada e por isso estou acumulando duas semanas nesse post. Mas li direitinho dentro da meta do projeto, e vou dividir algumas impressões com vocês agora. 



Atualizando

Só pra lembrar que estou lendo Os Miseráveis do Victor Hugo por meio do projeto de leitura do canal do Christian Assunção (Obrigada, Christian!) e aqui estão as metas desse projeto:

No meu livro, que é uma edição da Publicações Europa-América, os nomes dos personagens são um pouco diferentes, mas nada que atrapalhe, dá pra entender perfeitamente quem é quem.


1˚ Semana: Fantine, Livro 1˚ e 2˚ (09/06 – 16/06) [Vídeo 16/06]

2˚ Semana: Fantine, Livro 3˚, 4˚ e 5˚ (17/06 – 23/06 )[Vídeo 23/06]
3˚ Semana: Fantine, Livro 6˚, 7˚ 8˚ (24/06 – 30/06) [Vídeo 30/06]
4˚ Semana: Cossete, Livro 1˚, 2˚ e 3˚ (01/07 – 07/07) [Vídeo 07/07]
5˚ Semana: Cossete, Livro 4˚, 5˚, 6˚, 7˚ e 8˚ (08/07 – 14/07) [Vídeo 14/07]
7˚ Semana: Marius, Livro 5˚, 6˚, 7˚ e 8˚ (22/07 – 28/07) [Vídeo 28/07]
6˚ Semana: Marius, Livro 1˚, 2˚, 3˚ e 4˚ (15/07 – 21/07) [Vídeo 21/07]
9˚ Semana: Livro, O idílio da rue Plumet e a Epopeia da rue Saint-Denis 4˚, 5,˚ 6˚, 7˚, 8˚ e 9˚ (05/08 – 11/08) [Vídeo 11/08]
8˚ Semana: Livro, O idílio da rue Plumet e a Epopeia da rue Saint-Denis 1˚, 2˚ e 3˚ (29/07 – 04/08) [Vídeo 04/08]
11˚ Semana: Livro, Jean Valjean 1˚, 2˚ e 3˚ (19/08 – 25/08) [Vídeo 25/08]
10˚ Semana: Livro, O idílio da rue Plumet e a Epopeia da rue Saint-Denis 10˚, 11˚, 12˚, 13˚, 14˚ 15˚ (12/08 – 18/08) [Vídeo 18/08] 12˚ Semana: Livro, Jean Valjean 4˚, 5˚ e 6˚ (26/08 – 01/09) [Vídeo 01/09]
13˚ Semana: Livro, Jean Valjean 7˚, 8˚ e 9˚ (02/09 – 08/09) [Vídeo Final 08/09]

Por que estou lendo esse livro?

Vou ser bem sincera com vocês, estou lendo por causa de um TOC de não poder assistir a um filme sem antes ter lido o livro. Vi na Netflix que tem o filme disponível e queria muito assistir, assim como o musical que concorreu ao Oscar, mas pra isso tinha que ler o livro primeiro. 

Como tenho medo de calhamaços, deixei o filme lá na Minha Lista e estava esperando por um milagre de algum dia ter a atitude de realmente enfrentar esse desafio. 

Pois bem, o milagre veio ao navegar pelo Youtube e encontrar o canal do Christian bem quando ele estava iniciando esse projeto. Ele foi meu Bispo de Digne e mudou minha vida, fazendo com que eu perdesse o medo do livro do Victor Hugo! 

Agora estamos aqui. E vou contar pra vocês como foram essas semanas de leitura. Lembrando que não sou nenhuma grande leitora e muito menos especialista, essas são as opiniões de uma simples mortal que gosta de ler chick lit e se aventura em livros mais "difíceis" de vez em quando. 

Fantine

 Livro VI - Javert

Mais uma vez Victor Hugo mostra toda sua genialidade, quando você acha que está tudo acabado para o personagem, ele faz uma reviravolta que te deixa de boca aberta, mas ao mesmo tempo, cumpre o papel do livro, segue na mesma linha de estruturação e faz com que o próprio personagem chegue ao destino devido.

Tudo vai deixando a trama ainda mais instigante e você  não consegue parar de ler. É uma parte emocionante que você vai lendo com o coração em disparada, quase que prendendo o fôlego, é demais!

"Há um espetáculo mais solene do que o mar, é o céu; e há outro mais solene do que o céu, é o interior da alma."

"Pretender obstar a que o pensamento volte a ocupar-se de uma ideia, seria o mesmo que querer impedir o mar de voltar a umedecer a areia da praia. Para o marinheiro, chama-se a isto a maré; para o criminoso, chama-se remorso. Agita Deus a alma, como agita o oceano."


Cosetta

Livro I- Waterloo

Peço desculpas para aquelas pessoas que são bons leitores e acharam essa parte do livro maravilhosa, mas eu achei muito chato. Ele fala da guerra em seus mínimos detalhes e foi muito difícil de ler. Mas não desista, apesar de não ser fácil, assim como na guerra, lutando você chega ao final, e acaba até achando algumas coisas interessantes. 

Eu gostei da parte onde ele diz que quem venceu a guerra foi Deus, pois Napoleão era especial demais para sair sempre vitorioso, Deus tinha que dar um corte nessa magnitude toda, afinal ele era um ser humano.

"Chegara a hora da queda daquele homem vasto, cujo peso excessivo nos destinos humanos perturbava o equilíbrio."

"A batalha de Waterloo foi mais do que uma nuvem, foi um meteoro. Foi a passagem de Deus."


Livro II- O Navio Orion

Essa parte foi puro sofrimento pra mim. Havia comentado que se a parte da Cosetta fosse com ela ainda criança eu iria sofrer muito. O que acontece é que tenho uma filha pequena, e tudo que o autor escrevia sobre como era a vida da pequena menina eu imaginava acontecendo com minha filha. 

Durante a leitura desse livro eu fui Fantina testemunhando o sofrimento da filha, e foi horrível! Me lembrou a Cinderela, também Harry Potter, mas tudo de um jeito muito pior. 

Esse livro é incrível por fazer os nossos sentimentos ficarem à flor da pele, a gente entra mesmo no livro de corpo e alma, é impressionante!

Livro III- Cumprindo a promessa feita à moribunda

Nesse livro o sofrimento continua mas você meio que vai se acalmando, nunca sem ter sua alma sugada por esses personagens. Nessa parte eu senti muito ódio de alguns personagens e muito prazer em vê-los se darem mal. Mas no livro do gênio Victor Hugo nunca dá pra respirar aliviado, você apenas sobe à superfície pra tomar ar e já se afoga na aventura novamente.

#LeiamOsMiseráveis

E é assim que estou nesse momento, afogada nessa história sem conseguir respirar direito mas ainda assim, não quero me salvar, quero acompanhar os personagens até o fim e sem parar. Não é à toa que todos que leem esse livro dizem que ele é o melhor livro da vida, porque ele simplesmente é!

Tenha um bom dia, Cara de Cotia!!!






29 de jun de 2018

Assassinato No Expresso do Oriente - Agatha Christie

Quem acompanha o blog sabe que eu estava sofrendo com um problema sério que estava praticamente me tirando o prazer da leitura. Contudo, cheguei a conclusão que a dificuldade não estava em mim, mas nos livros que eu andava lendo.




A Dificuldade

Minha principal dificuldade era que eu estava descobrindo o final dos livros antes de chegar na metade da história. Era tudo muito previsível, e acabava perdendo a graça. Então, eu decidi que iria ler um livro da rainha dos mistérios, e que se eu adivinhasse o final seria porque realmente tenho um dom. 

Como já disse no começo desse post, o problema não era eu mas os livros. Sendo assim, não, eu não descobri i final de " Assassinato no Expresso do Oriente" e portanto não tenho nenhum super poder!

Na verdade, descobri isso antes lendo Os Miseráveis. Fui muito surpreendida por Victor Hugo e percebi que quando você lê autores que são realmente bons, não tem como ser mais esperta do que eles!


Assassinato No Expresso do Oriente - Agatha Christie


Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.


A Leitura

Eu gostei do livro. Li de uma vez, não conseguia parar. Queria de qualquer jeito descobrir o assassino antes do fim da obra e provar que eu tinha um dom. Li verozmente, super concentrada, prestando atenção em cada detalhe. Mas se você já leu esse livro sabe muito bem que seria simplesmente impossível descobrir o final!

Ao mesmo tempo que gostei da leitura, depois também fiquei um pouco revoltada, porque se você for ver, todas as pistas que ela dá são meio falsas, não tem como alguém chegar aquela conclusão. Não li mais nenhum livro da Agatha, não sei se os outros também são assim, mas bem que ela poderia pelo menos ter dado uma chance pra gente adivinhar o fim. 

No entanto, foi uma leitura bem divertida, pra mim foi como uma brincadeira, quase um jogo. Por isso valeu muito a pena e recomendo demais a leitura para quem nunca leu.

O filme

"O detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) embarca de última hora no trem Expresso do Oriente, graças à amizade que possui com Bouc (Tom Bateman), que coordena a viagem. Já a bordo, ele conhece os demais passageiros e resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc convence Poirot para que use suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido."

Depois de ler o livro obviamente procurei assistir ao filme e como sempre: O livro é bem melhor!

Tá bom, o filme não é ruim, os atores são ótimos, mas simplesmente não prendeu minha atenção tanto quanto o livro, provavelmente porque eu já sabia o final, acho que se você assiste sem ter lido o livro pode achar mais divertido.

Além disso, esse não é um livro fácil de se adaptar para o cinema já que basicamente o que temos na história são os interrogatórios e um trem parado. Mesmo assim, eles conseguiram colocar alguma ação na trama.




Não é um filme ruim, só não é melhor que o livro!


Tenha um bom dia, Cara de Cotia! 












26 de jun de 2018

Projeto #LeiamOsmiseraveis Semana 2

Quero pedir perdão ao Victor Hugo por todas as vezes que não acreditei que esse livro seria realmente fantástico, todas as vezes em que achei que as pessoas estavam exagerando, e todas as vezes em que vacilei ao passar por um capítulo difícil. Perdão, Mestre!



Livro III No ano de 1817

Como da outra vez, o autor escreve um capítulo cheio de referências históricas e palavras que eu não fazia ideia do que significavam. Li como se estivesse lendo em outra língua porque entender não entendi absolutamente nada. Mas tudo bem, acho que não fez muita diferença (com todo respeito, Mestre). 

Passada essa parte mais difícil, começamos a acompanhar a história de Fantine, e que história é essa, meu povo! Quanto sofrimento! 

Acho interessante ele dividir a obra em livros, porque a sensação quando terminamos é de realmente ter acabado de ler um livro inteiro mesmo. 

Livro IV Confiar, às vezes é entregar

Acho que quem é mãe sentiu essa parte com mais intensidade, compreende melhor o que passava na cabeça de Fantine e como foi difícil e ao mesmo tempo consolador tomar a atitude que ela tomou. A leitura dessa parte do livro foi meio visceral, devorei, não conseguia parar. 

Achei genial, muito genial, a forma como Victor Hugo apresenta um novo personagem insinuando uma coisa aqui outra ali, plantando uma ideia na cabeça do leitor, até que você tem certeza de algo mesmo ele não tendo dito isso com todas as letras. Você se sente poderoso nesse momento da leitura, porque você sabe de algo que os personagens do livro não fazem ideia, quer dizer, alguém faz... 

Livro V A Descida

A trama a essa altura da história está pegando fogo! Você esquece que a linguagem é diferente da que você está acostumada e mergulha naquela pequena localidade como se estivesse realmente lá, e seus sentimentos e sensações ficam à flor da pele.

Ao terminar esse quinto livro você está cheio de questionamentos, de possibilidades, e garanto que não vai conseguir não virar a página. Eu não consegui! Tive que seguir lendo apesar do nosso combinado ser parar nesse livro.

No entanto, vou dar uma de Vitor Hugo aqui e deixar vocês no mistério também. Escrevo o resto no próximo post.


Uma obra de arte é sempre atual


É impressionante como os problemas que o autor coloca nesse livro são absolutamente atuais. Eu não sei se a civilização gosta de ficar se repetindo ou se essas são questões que simplesmente nunca foram resolvidas. Mas tudo o que ele escreve há séculos atrás continua acontecendo em pleno 2018! Tudo o que ele escreve ainda é real, e ainda é um problema, parece que nada mudou no mundo, parece que ele está vivendo em nossa época e falando da nossa realidade.

É isso, entre outras coisas, que faz desse livro uma obra de arte, a arte é atemporal, sempre vai ser relevante e sempre vai falar de nós, sempre vai cutucar nas feridas que não se fecham, dores que não cicatrizam e que sim, precisam sempre vir à tona para que a população não se esqueça que ainda há muito o que evoluir. 

Por isso Victor Hugo é um gênio! E eu estou muito feliz por estar lendo um livro que me faz pensar, refletir e questionar, mais do que nunca, a realidade em que estou inserida.

"- Meus amigos, tomai bem sentido nisso, nem há ervas más, nem homens maus; o que há é maus cultivadores."

Por enquanto é isso, gente. Se você se interessar em acompanhar esse projeto estarei sempre postando por aqui, e tem também os vídeos no canal do Christian

Tenha um bom dia, Cara de Cotia!













17 de jun de 2018

Projeto #LeiamOsmiseraveis

Muito bem, consegui ler a primeira parte do livro de Victor Hugo, Os Miseráveis. Neste post vou contar um pouco como foi minha experiência e o que estou achando do livro até agora.



Eu estou acompanhando o projeto de leitura do canal do Christian Assunção #LeiamOsmiseraveis, e o combinado é que começaríamos lendo os dois primeiros livros intitulados: 1- Fantina e 2 - A Queda.

Eu como boa slow reader acabei de ler a última frase do segundo livro no dia limite do combinado, mas o importante é que deu tempo. Quando saiu o vídeo do Christian eu estava preparada, com a leitura em dia e ansiosa para saber o que os outros participantes tinham achado da primeira parte da obra.

Os Miseráveis

Romance social marcado por uma vasta análise de costumes na França de meados do século XIX, Os Miseráveis revela uma grande complexidade tanto ao nível da escrita como da própria intriga, misturando intimamente realismo e romantismo.

Num contexto histórico que cobre o período entre a Batalha de Waterloo e as barricadas de Paris, Victor Hugo apresenta-nos a história de João Valjean, um popular prisioneiro condenado por ter roubado um pão e cuja pena será agravada por tentativa de evasão. Em vez de ser reeducado pela justiça humana para a vida civil, é endurecido no mal.

Esta história imbuída de misticismo e maravilhoso é, antes de mais nada, uma denúncia de todo o tipo de injustiças, espelhando de forma exemplar as contradições e grandezas daquele século.

1- Fantina

O primeiro livro pra mim foi bem complicado, arrastei a leitura e acho que foi mais por isso que só consegui terminar aos quarenta e cinco do segundo tempo. Essa parte do livro trata da vida do Bispo e de suas características, por isso tem várias descrições e palavras complicadas. 

Dica para futuros leitores

Uma coisa que me atrapalhou bastante e que me faz deixar aqui uma dica para os futuros leitores de Os Miseráveis, foi todo o enredo sobre a história da França. Eu não me lembrava muito bem como tinham acontecido a Revolução Francesa e o Império de Napoleão, então tive que procurar vídeos no youtube pra entender melhor sobre o que se passava na época relatada no livro, e isso me ajudou muito!

"- Aos que não sabem, ensinai-lhes o mais que puderes; a sociedade é a única culpada por não ministrar a instrução gratuita; é a única responsável pelas trevas que produz. O pecado comete-se no meio da escuridão que envolve as almas. E de quem, é a culpa? A culpa não é de quem pecou, mas de quem fez a sombra."

Achei muito interessante a visão do Bispo ao entender que aquele que faz algo errado pode não ser o verdadeiro culpado, mas sim aqueles que o colocam naquela posição. Todo o discurso do Bispo vai bem nesse sentido de compreender e estar ao lado dos mais desvalidos, que sofrem de verdade, e que ficam à margem da sociedade. Infelizmente, um discurso bem atual, principalmente em nosso país!

"A índole do homem pode, como o rochedo, ser cavada por gotas de água, e essas concavidades nunca mais se desfazem, nunca mais se destroem"

Outra coisa linda que o Bispo prega é que a sociedade, ou o ambienta, onde uma "alma" é colocada pode moldar sua vida. Isso é algo cientificamente comprovado nos dias de hoje, sabemos que a psicologia explica que o caráter do ser humano se forma a partir de sua genética mas também do ambiente onde está inserido. E na história isso será fundamental para entender o que acontece com os personagens.

2- A Queda

No segundo livro as coisas já ficaram um pouco mais simples pra mim, aquela sensação de "não vou conseguir ler esse livro, é muito complicado" se foi totalmente quando começa a história de João Valjean. Começamos a acompanhar de perto todo o sofrimento e transformações desse personagem que é mesmo cativante. Não tem como não sentir nada em relação à ele, sua história é muito intensa e chegamos assim em um ponto importante da história. 

"Liberdade não é alforria. Das galés sai-se, da condenação não."

Acredito que um livro é importante, entre outras coisas, quando ele se torna atemporal. Nessa obra podemos perceber que tudo o que Victor Hugo escreve pode ser facilmente percebido também nos tempos atuais. Uma realidade que ele trata no livro e que ainda temos em nossa sociedade é das pessoas que saem da prisão. Elas não saem recuperadas, mas sim ainda mais violentas, e não encontram ajuda em lugar algum, apenas mais preconceito e rotulação, que não ajudam em nada na mudança de vida que eles precisariam para seguir como seres humanos corretos.

Estou tentando ao máximo não dar spoilers do livro, e não sei se vou conseguir fazer isso até o final do Projeto, mas espero que sim. Nada do que disse até agora vai prejudicar sua leitura, fique tranquilo!

Experiência de leitura

Quando terminei de ler esses dois primeiros livros, tenho que confessar, que fiquei exausta. Parecia que já tinha lido um livro inteiro e não apenas duas partes de um. A história é tão forte e tão intensa que ela realmente me esgotou.

Não sei se isso se deu porque eu não estou acostumada a ler livros desse tipo, leio mais comédia romântica e livros considerados fáceis, ou porque essa obra é realmente pesada. Por isso agradeço estar no projeto, pois assim posso dar uma respirada até as próximas etapas, isso tem me ajudado bastante.

Por enquanto é isso, gente. Se você se interessar em acompanhar esse projeto estarei sempre postando por aqui, e tem também os vídeos no canal do Christian

Tenha um bom dia, Cara de Cotia! 











7 de jun de 2018

"Quem sabe um dia" da Lauren Graham



"Franny Banks deu a si mesma três anos para conseguir se estabelecer como atriz. E agora está faltando apenas seis meses para o fim do prazo mas ela não conseguiu grandes avanços. Todas as suas fichas estão depositadas em uma mostra dos alunos do curso de teatro do qual faz parte com diversos agentes presentes. Assim, resta a Franny lutar contra a conta bancária, o cabelo indomável, o tempo e a própria sorte para conseguir aquilo que acredita ser seu por direito." 

Quando um livro é bom? Várias respostas podem ser dadas para essa pergunta, pode ser quando o livro faz você se sentir bem, pode ser quando ele faz você refletir, quando traz informações relevantes... No caso desse livro, na minha opinião, ele ensina uma valiosa lição: Nunca desista dos seus sonhos e siga seus instintos!

Eu peguei esse livro na biblioteca por causa da autora. Sou fã de Gilmore Girls e o fato da atriz que interpreta Lorelai escrever um livro já me entusiasmou muito. Se não fosse por isso definitivamente não daria a menor atenção para essa obra.

Portanto, vou falar um pouco da minha história com a série antes de continuar falando do livro, acredito que todos conhecem a história desse seriado, principalmente se você gosta de ler, mas se não conhece, procure na Netflix porque você não sabe o que está perdendo!


Gilmore Girls


"Série que ganhou popularidade mundial no começo dos anos 2000. Criada por Amy Sherman-Palladino e estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel. Estreou em 5 de outubro de 2000 e terminou em 15 de maio de 2007 e em 2016, a Netflix confirmou o retorno da série, com quatro novos episódios/filmes para TV de 90 minutos de duração que foram disponibilizados para streaming no mesmo ano:  "Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar".

A série conta a história do cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Lorelai "Rory" Leigh Gilmore (Alexis Bledel) que vivem no pequeno povoado fictício de Stars Hollow, em Connecticut, pequena cidade com personagens bem peculiares e localizada cerca de trinta minutos de Hartford. A série explora diversos assuntos como família, amizades, conflitos geracionais e classes sociais.

Gilmore Girls tem como características os diálogos rápidos com poucas pausas, frequentes referências à cultura popular e política, e comentários sociais, manifestados mais claramente no difícil relacionamento de Lorelai com seus pais da alta sociedade Richard Gilmore (Edward Herrmann) e Emily Gilmore (Kelly Bishop)."





Tal mãe, tal filha

Eu comecei a assistir Gilmore Girls quando passava no SBT, minha nossa, era a coisa mais importante do dia, eu dava pulinhos de alegria. Essa é a melhor série que já inventaram, é a série da minha vida!

Eu era adolescente na época, então obviamente me identificava com a Rory, e todos aqueles livros... Essa série tornou os nerds as pessoas mais legais da cidade. Essas garotas eram como eu, gostavam de ler, assistir séries, ouvir bandas alternativas, não comiam nada saudável e trocavam facilmente uma balada por uma noite de pizza e filmes em casa. Maratonas? Gilmore Girls inventaram as maratonas!

Pois bem, com o passar do tempo eu parei de assistir, ou o sbt parou de passar a série, e nunca tive tv por assinatura (eu provavelmente viraria um vegetal na frente do aparelho), então não tinha mais como acompanhar o programa, e acabei esquecendo.

O interessante é que como estou em outro momento de minha vida, agora me identifico muito mais com Lorelai, a mãe! É um modo diferente de assistir a série, um outro olhar, mas também muito divertido.



Sobre o livro

Quando comecei a ler fiquei com um certo medo, de me decepcionar com esse ser humano que eu adoro, e que agora estava se arriscando no mundo da literatura. Ou seja, eu comecei a ler querendo gostar.

Devo admitir que querer não é poder, confesso que no começo o livro não me prendeu muito. Estava achando a narrativa meio estranha, parecia que a tradução não estava muito legal, mas com o tempo fui me acostumando.

Sim, a atriz sabe escrever e existe uma boa história no livro. Acho que ela conseguiu passar bem o que a vida de uma aspirante a atriz, a espera, a incerteza, insegurança de um trabalho desse tipo.

Vi comentários em que pessoas acharam que a protagonista era um pouco insegura, eu acho que não é bem assim, pelo contrário, para alguém que vive uma vida tão instável acho que ela até que segura bem as pontas!


Simples mas emocionante

Você acompanha o cotidiano da protagonista, e a rotina das pessoas pode não ser algo tão atrativo a ponto de se escrever um livro sobre isso. Ainda mais quando a história trata da espera, a espera por um telefonema, por uma resposta, por um trabalho, uma chance. 
No entanto, a Lauren consegue passar uma certa apreensão, uma certa tensão, pois a vida de Franny agora é meio tudo ou nada e cada acontecimento em sua carreira acaba sendo muito emocionante. 
Isso, mesmo em um livro sobre uma história simples, faz com que você queira ler "só mais um capítulo". Ela constrói muito bem o enredo, em nenhum momento você sente que tem algum buraco na trama, tudo flui, e você fica amiga dela e dos amigos dela também.


Engraçado

A Lorelai era muito engraçada, mas não vi essa personagem no livro. Com certeza Lauren usou o conhecimento sobre a vida de atriz e tudo o que os atores passam antes de ficarem famosos, mas não acho que Franny fosse a Lauren, acredito que a personagem acabou ganhando vida própria. 

Mas mesmo assim, a história tem muitos momentos engraçados que me fizeram lembrar da Lorelai. E olha que eu não sou dessas pessoas que ficam gargalhando ao ler um livro, eu sou meio britânica nessas horas e dou no máximo um sorriso. Porém, alguns trechos desse livro me fizeram rir de verdade, a ponto das pessoas perguntarem do que eu estava rindo! 


Uma dica

Se você quiser ter uma leitura mais profunda da obra eu recomendo que leia antes o conto Franny e Zooey de J.D.Salinger. Não é fundamental e nem faz muita diferença se você não ler, mas se sim terá com certeza uma outra visão da obra!

"Em ´Franny e Zooey´, J.D. Salinger apresenta um conto narrado por Buddy, membro da estranha família Glass. A obra mostra acontecimentos importantes nesta família excêntrica."


 #FicaDica


Então é isso! Recomendo essa leitura, você gostando ou não da atriz, do seriado, da Lorelai. O livro é algo mais do que isso. Pra quem vive um sonho, pra quem tem um objetivo e tem medo de não conseguir alcançar tudo que deseja, ele passa uma bela mensagem! 

Tenha um bom dia, Cara de Cotia!



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