Porque a preguiça não te leva à nada

Quando você não tem uma mesa para escrever usa mesmo é a mesa da cozinha, onde se alimenta o corpo também podemos comer as vírgulas e os acentos, sem molho de ketchup nem água pra empurrar.

Eu escrevo à seco porque secos são os sentimentos que carrego comigo durante todo esse dia. Nem isso, a culpa foi mesmo da noite, quando não tinha as coisas a que estou acostumada, as velhas chatices da rotina, só a preguiça fujona. Não o bicho, a condição humana.

Porque pra mim a preguiça já é maior que a vontade de viver, maior até que a vontade de comer Mc Donalds. Que preguiça me deu de continuar escrevendo agora, até um bocejo veio acompanhar esse vacilo. O que só prova que realmente foi a noite a culpada pela condição atual.

Quem é que se coça para ter ideias? Trata-se de criatividade ou alergia? Talvez um piolho, porque essas coisas de ideias vivem mesmo é na cabeça. Cabeça oca, cabeça quebrada a minha. Sei que não funciona como deveriam meus pensamentos, parece que estão sempre armados contra mim mesma. Todos liderados pela preguiça. Esse monstro...

Minhas pernas tremem como quem quer fazer algo mas o resto do corpo não deixa. Chega a atrapalhar a vista essa convulsão, essa inquietação paradoxal. Como o desejo de não fazer nada traz o movimento incessante e quase involuntário?

Vamos voltar ao começo, pois é assim que nos encontramos quando estamos perdidos, basta voltar para onde tudo teve início. Desse jeito pode ser que nunca se chegue ao fim, em um ciclo eterno em busca de si mesmo. 

Eu, na mesa da cozinha, impaciente com o tremor das pernas e a dor nos ombros que pedem por descanso. Mas quanto mais penso em todo estado de espírito que me encontro, mais cerro os dentes, a mandíbula chega a doer. 

Comer palavras não é tão simples, talvez minha intenção em escrever na mesa da cozinha não seja mesmo me alimentar, mas cuspir, vomitar essas frases pra ver se meu ombro se ajeita e minhas pernas se aquietam. 

Isso não está me ajudando, o piolho pulou, acho que foi embora, minhas ideias estão partindo e minha perna está parada, ainda aperto os dentes e sinto uma pressão mas não são suficientes para vencer o monstro da quietude e do olhar fixado no nada. Perdi a fome.


Como criar uma criança confiante

Há um tempo atrás costumava-se dizer que a criança era como um quadro em branco, e que portanto nós escreveríamos a sua história, nós formaríamos essa pessoa.



Hoje sabemos que isto não está totalmente correto, os fatores genéticos têm influência e o próprio temperamento muda de uma criança para outra.

No entanto, a forma como lidamos e educamos nossos filhos ainda são determinantes para seu futuro e sua formação, principalmente quando falamos das crianças pequenas.

Sendo assim, é necessário que no momento de educar, levemos em conta alguns fatores importantes, que muitas vezes não prestamos atenção pois, já estamos acostumados com um estilo de vida que terminamos por replicar com nossos filhos.

Contudo, se pararmos para analisar um pouco, perceberemos que se mudarmos alguns de nossos comportamentos, podemos contribuir enormemente com a auto estima de nossos filhos, criando portanto crianças mais saudáveis, seguras e confiantes.

Preste atenção ao que fala ao seu filho

As palavras dos pais para os filhos ficam marcadas para a vida toda, se você rotula seu filho de alguma coisa, com certeza ele vai pegar aquilo pra ele e agir da forma que você "falou". A criança pequena está formando sua personalidade, e faz isso "juntando" tudo que está ao redor, seja o que você falar para o seu filho ele vai introjetar, e isso pode determinar sua personalidade.

Crianças acreditam em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa porque nós dizemos à eles que eles existem, por que não acreditariam que "é um burro que não faz nada direito" quando você vive dizendo isso pra ele?

Portanto, cuidado com o que fala para suas crianças, jamais rotule, nem elogie demais. O melhor é sempre elogiar o esforço. Mas isso dá outro post.

Não exija dele o que ele ainda não é capaz de oferecer

Não adianta querer que seu filho de um ano e meio coma sem fazer sujeira, ele não consegue ainda. Ou querer que ele faça logo uma tarefa porque vocês estão atrasados... A criança tem outro ritmo, temos que respeitar.

Não adianta querer que ele seja corajoso, quando está numa fase em que ter medo do monstro no armário é normal.

Acima de tudo, é preciso respeitar a criança, se a tratamos com respeito, ela vai aprender a respeitar tanto aos outros, como a si mesma.

Não misture os sentimentos dele com os seus

Muitas vezes, a criança age de forma "mal educada" porque está passando por algo que não consegue entender, explicar, nem lidar da forma correta, e manifesta isso através de birras, agressividade, descontrole emocional. Nesse momento é importante que o adulto não entre dentro desse sentimento e se descontrole também.

Precisamos entender que quanto mais controlados estivermos em um momento de descontrole dos nossos filhos, melhor será o aprendizado deles.

Sei que não é fácil manter a paciência com os pequenos, mas sabendo que isso é um ponto importante para criar uma criança segura e confiante, podemos tentar melhorar. Lembrando que ninguém é perfeito.

Mas quanto mais estável emocionalmente for os pais, mais seguro será o filho. O que nos leva ao próximo tópico.

Cuide da sua saúde emocional

Se você percebe que constantemente perde a paciência com seu filho, grita e se descontrola, talvez seja hora de olhar um pouco para si mesmo.

Procure analisar se está tendo tempo para cuidar de si, para viver a sua vida, para existir!
Se estiver passando por alguma dificuldade, lembre-se que o problema é seu e não da sua criança. Vale sempre a pena se afastar e se acalmar, antes de perder o controle com os filhos.

Caso esteja muito difícil fazer isso, a ajuda profissional de um psicólogo pode ser necessária, não tenha medo ou vergonha, terapia é algo enriquecedor que faz diferença na vida de qualquer pessoa.

Ajude-o a lidar com seus sentimentos

As crianças não sabem lidar com seus sentimentos, precisamos ajudá-los a lidar bem com eles, e essa é uma lição para a vida toda.

Ter empatia, nomear o sentimento para a criança, ajudá-lo a passar por aquela dificuldade. Frustrar a criança também é essencial para que ela consiga lidar com os desejos e decepções quando adulta.

Limites são necessários, e muito amor também.

Espero que essas dicas ajudem um pouquinho nessa importante tarefa de educar seu pequeno. Basicamente, eles sempre evoluem bem, nós só não devemos atrapalhar! Hehehehe...

Se gostou compartilhe com seus amigos, e me deixe saber suas impressões comentando aí embaixo!



Já faz um tempo que os especialistas têm afirmado que você ficar elogiando a criança o tempo inteiro não traz bons resultados pra vida dela. Segundo eles, a forma correta é você elogiar o esforço e não dizer que seu filho é isso ou aquilo.

Muito bem, sabendo dessa informação, passei a tentar sempre dizer que minha filha era esforçada no lugar de dizer que ela era linda, inteligente e esperta. Tudo isso quando me lembrava, né? Porque é meio automático em nós elogiar dessa forma.

Mas, não estava funcionando muito. Não via mudanças na minha filha e sinceramente, acho que ela nem sabia o que significava essa palavra, esforçada. Geralmente, ela confundia com força.

Fui estudar mais sobre o assunto e descobri que segundo esses estudos, a criança que é elogiada como uma pessoa inteligente, por exemplo, nunca se esforça para melhorar, pois ela acredita que já é o que precisa ser e não tem que fazer esforço nenhum. Por outro lado, ela também se cobra mais, pois esse rótulo tem sempre que ser provado e confirmado, e sendo assim, ela nunca se arrisca, pois não pode correr o risco de errar. Dessa forma, a pressão para confirmar o rótulo que lhe foi colocado desde a infância traz mais malefícios do que benefícios.


Pense na sua história, como foi sua educação? Consegue enxergar como algum rótulo, seja ele pejorativo ou enaltecedor, acabou prejudicando a sua vida? Eu consigo. Sempre me considerei muito inteligente, eu realmente tenho alguma facilidade pra aprender, mas ao mesmo tempo tenho um medo enorme de errar, e me preocupo demasiadamente com a opinião dos outros.

Sendo assim, não queria que minha filha passasse por isso tudo, e como todas as mães, quero que ela seja um ser humano melhor, na medida do possível. E ao investigar descobri como é que realmente funciona essa técnica.

Na verdade, você não vai chamar a criança de esforçada, mas você vai elogiar a atitude, o comportamento que ela teve, e mostrar a ela como se esforçar é importante. Uma das coisas que é bem fácil de fazer é se interessar e elogiar o processo pelo qual ela teve que passar para realizar alguma coisa. Vamos ao velho exemplo do desenho:


Quando seu filho faz um desenho você diz "que lindo! Parabéns!", até pra não perder muito tempo com aquilo (sejamos sinceros), mas você pode dizer o seguinte: " Uau! Como você fez esse desenho?" Ele então vai explicar do jeito dele, e usando as palavras dele você elogia o processo. Se ele disse "eu usei a minha canetinha e um pouquinho de giz", então você pode responder: "Que legal! Você percebeu que com canetinha e giz pode fazer um desenho bem caprichado, né?"

Esse é um exemplo do que faço com minha filha, outro seria esse:

Ela está tentando passar de bicicleta por um lugar mas não está conseguindo. Eu digo " Você precisa parar, olhar e pensar no que pode fazer", então ela tem uma ideia e executa, se ela consegue eu digo " Viu? Você achou que não conseguia mas pensou, tentou e conseguiu." Se ela não consegue eu digo: "Mas o importante é que você pensou em uma estratégia, quem sabe se você fizer assim..."

Pois bem, vou dizer a vocês que eu pouco tempo que estou conversando dessa forma com minha filha, vi o comportamento dela mudar. Percebo que ela se sente muito mais confiante para fazer as coisas, e quando consegue, seu sentimento de realização é bem maior do que antes. Ela ainda tem algum medo de errar, mas constantemente tem usado o "mas não faz problema né, mãe?". Até a sua interação com as pessoas (ela é tímida *rótulo que estou tentando não usar), tem melhorado.


Só quero dizer que essa foi minha experiência com minha filha, e já que deu certo como sempre, gosto de dividir com os outros para quem saber ajudar.

Depois que o bebê sai da barriga

Acho que essa é a maior transformação na vida de todas as pessoas. Se você é mulher, passa por essa grande mudança duas vezes, na hora em que nasce, e na hora em que seu filho nasce.

Você finalmente vê o rostinho daquela coisinha linda, ou não, alguns bebês nascem bem feinhos, mas tudo bem, com o tempo melhora... rsrsrs. Mas o importante é que a partir desse momento a grande aventura começa!

quando o bebe sai da barriga

O bebê não sabe ainda que ele existe, não sabe que já está fora de você, e continua acreditando que você e ele são a mesma coisa.

Ele não sabe que existe um mundo, tudo que sabe é que está com fome, e no momento em que ele conhecer o peito, vai querer ele para o resto da vida. Vai procurar aquele prazer que sentiu na primeira mamada para sempre, e nunca mais vai encontrar nada igual.

Quando o bebê chora, e ninguém o atende, o peito não aparece, ele tem uma sensação horrível, que a psicanalista Melanie Klein definiu como um sentimento de aniquilamento. Ou seja, é a pior sensação que você pode ter na vida, e talvez por isso, ele berre de um jeito que os ouvidos humanos não são capazes de ignorar.

O bebê vai sentir o mundo pela boca, ele vai literalmente mamar esse novo ambiente, é o que ele sabe fazer, sugar o que está a sua volta, internalizar sentimentos e construir seu mundo em expansão.

Portanto, para que ele construa um mundo bom dentro de si, é necessário que tenha o máximo de experiências boas possíveis.

Que tipo de mundo você prefere que seu bebê construa? Um mundo baseado no prazer de mamar, ou um mundo de medo do aniquilamento?

Sendo assim, não deixe seu bebê chorando, para que ele não "se acostume mal", isso não existe. Um bebê precisa do máximo de acolhimento, de carinho, de estímulos, que pudermos dar a ele. Só assim construirá um mundo de paz dentro de si, e assim agirá com o mundo aqui fora.

Quando seu filho chegar em casa ao sair da maternidade, tudo que ele vai precisar é de muito amor, acolhimento, colo.

Com o passar do tempo, ele vai perceber que não faz parte da mãe, e vai querer sair para explorar o mundo, e dependendo da forma como ele construiu o mundo interno, vai usar esse olhar para enxergar as coisas do ambiente. Se ele criou um mundo bom, o ambiente será bom e ele vai querer explorá-lo, mas se o mundo for ruim, o ambiente será ameaçador, e ele terá dificuldades.


Ele vai crescer cada vez mais, vai sentar, vai engatinhar, vai segurar nas coisas, e finalmente vai aprender a andar. Agora que ele já conhece um pouco desse mundo, sabe que ele é extraordinário, e vai querer conhecê-lo ainda mais, e vai inclusive, tentar fazer isso que as pessoas fazem e é tão incrível: falar.

Como não consegue falar, vai fazer o que sabe, chorar. Pois agora que já sabe que não é a mesma  pessoa que a mãe, sabe que ela pode ir embora. Tem medo da separação, e chora quando a mãe não está por perto.

A mãe pensa então que deu colo demais e o bebê está "mal acostumado", mas não é nada disso, trata-se de uma fase normal do desenvolvimento. Ainda bem que ele se sente assim, pois isso demonstra que foi criado um bom vínculo entre mãe e filho. E tudo que a mãe tem que fazer é acolher seu bebê, e mostrar que ela sempre vai voltar pra ele.

Essa criança vai indo muito bem. E logo começará a falar algumas palavras, vai querer correr pra longe, até que chegará aos dois anos...

Você vai dizer: Como passou rápido, ainda me lembro do dia em que ele saiu da minha barriga...

4 coisas que toda mãe de primeira viagem deve saber

Algumas coisas que descobri depois de ser mãe e que acho que toda mãe de primeira viagem deveria saber. Se alguém tivesse me falado sobre essas quatro coisinhas antes, os primeiros meses com minha filha teriam sido muito mais fáceis.



São elas:

Aceitar que você vai ter que viver em função do seu filho por um tempo.

Antes da minha filha nascer, eu sonhava em colocar ela naquela cadeirinha que balança na cozinha enquanto eu arrumava as coisas e ela ficava brincando com os brinquedinhos. Eu acreditava que minha vida seria a mesma, apenas teria que carregar um bebê comigo para qualquer lado, como quando estava na barriga.

Mas não é bem assim, a criança, principalmente nos primeiros meses, exigem atenção integral da mãe, e eu digo integral mesmo, não adianta você ficar achando que vai fazer algo enquanto ela estiver dormindo, porque acredite, ela vai acordar em dez minutos.

Quando você já sabe que sua vida será assim, e aceita esse fato, fica muito mais fácil, pois tudo se torna menos frustrante.

Então se você tem esperança que seu filho durma a noite inteira assim que chegar da maternidade, ou acha que vai conseguir comer e ler aquele livro... Eu preciso te alertar que é pouco provável que isso aconteça, pois ninguém fez isso por mim, e eu ficava muito nervosa, achando que eu estava fazendo algo errado ou que minha filha não era normal.

Parece que existem alguns poucos bebês que realmente são anjinhos, que dormem, ficam quietinhos no carrinho para a mãe tomar banho, mas em geral não é bem assim.

Portanto, acredito que se você já vai com a cabeça realista, sabendo que terá que ficar em função do bebê por um tempo, tudo será mais confortável, e se você for a sortuda de ter um bebê anjo, vai ser só lucro, pelo menos você já estava preparada!

Crianças têm fases, e o que você acha horrível agora, e te preocupa muito, vai passar!

Você só sabe o que é ter um filho quando tem um. Então muitas coisas irão te deixar desesperada. Coisas acontecerão que você não vai saber como lidar, coisas inesperadas que ninguém escreveu em blog nenhum, nem em nenhum grupo do facebook. Naquele momento aquilo vai parecer ser a pior coisa da vida, e você vai achar que não vai conseguir superar aquilo.

Mas acredite em mim, vai passar! E você vai até se esquecer de como era terrível.

No meu caso isso aconteceu, entre outras coisas, com a amamentação. Meu peito rachou muito e doía demais para amamentar minha filha, eu achava que não ia conseguir, e me sentia culpada (aquelas coisas de mãe). Mas um dia, o peito se acostumou com a boca do bebê, criou "casca", e a amamentação passou a ser maravilhosa.

Depois teve a fase da criança não dormir, não fazia sonequinha de jeito nenhum, e eu desesperada, junta aí a ideia de que ela iria dormir o tempo todo, portanto consequentemente mais uma frustração, e os pitacos que virão no tópico abaixo, pronto, inferno total. Mas adivinha? Isso também passou! E ela finalmente começou a fazer sonequinha depois do almoço.

A verdade é que mesmo sem saber, você acaba arranjando um jeito de resolver cada situação, você aprende, aprende a ser mãe! E a principal lição que aprendi foi: Tudo passa, por mais horrível que pareça na hora, vai passar!

Cara de alface para conselhos e pitacos intrometidos, e siga seu coração.

Acontece com todas as mães, mas com as de primeira viagem acho que é pior, pois todo mundo se sente no direito de saber mais do que ela.

Cada um fala uma coisa, e não sei porque raios, aquilo entra na nossa cabeça, e aí se constrói mais uma neura, não bastando as tantas que já criamos nós mesmas.

Coisas como: Seu leite é fraco, ele ainda não fala nada?, não pegou chupeta?  afff, chupa chupeta? Faz mal pros dentes, ai meu filho sempre dormiu a noite inteira, acho que ele tá com frio, acho que ele tá com calor, dá mamadeira que ele dorme...

Vou te contar um segredo: Você sabe o que é melhor pro seu filho, não dê ouvidos pra essa gente, não deixem que eles mexam com sua segurança. Tenha fé no seu coração de mãe, como disse, de um jeito ou de outro, você vai arranjar o seu jeito de lidar com cada situação em relação ao seu filho, confie em você mesma!

Quando alguém falar alguma coisa, faça a famosa cara de alface, lembre-se desse post e não deixe de acreditar e seguir seu coração!

Sempre reserve um tempinho pra você, nem que sejam dez minutos.

Essa é uma lição muito importante que eu demorei para aprender, mas que é fundamental. Depois que você se entrega profundamente, de corpo e alma para aquele serzinho que precisa tanto de você, é necessário que você se resgate!

Haverá um tempo em que seu filho vai descobrir que você e ele, são pessoas diferentes, separadas um do outro, e além dele, você também precisa fazer esse processo de diferenciação. Você não pode se perder na maternidade e viver para o seu filho para sempre. No começo sim, eles precisam de nós o tempo inteiro, mas conforme vão crescendo é preciso que nós voltemos à nós.

Por isso, mesmo com toda a correria de vida de mãe, tente arranjar um tempinho para você, nem que seja dez minutinhos, um banho, um vídeo do youtube que você gosta de assistir, um capítulo de um livro... Qualquer coisa que lembre a você que você existe!

Acredite, isso vai ajudar muito a manter sua saúde mental, o que consequentemente será bom para seu filho também.

É isso, gente. Espero que ajude vocês pelo menos um pouquinho. Eu queria muito saber dessas coisas antes, acho que teria sido mais fácil. Mas tem coisas que temos que passar para aprender não é mesmo? Tenho certeza que outras mamães passaram por coisas diferentes e também têm relatos de coisas que gostariam de saber antes do filho nascer.

Enfim, ser mãe é mesmo o maior de todos os aprendizados!
Bjks.

Bater ensina, sim. Mas o quê?

Quando engravidei, e acho que até antes disso, decidi que jamais bateria na minha filha. Eu apanhei na infância, era normal nos anos oitenta, acho que são poucas as crianças que não apanhavam naquele tempo.



Acredito que não apanhava muito pois era uma criança muito tímida e não era de aprontar, mas me lembro que na minha cabeça de criança eu sentia como se minha mãe me batesse o tempo todo. Era uma criança assustada, derramava refrigerante e já começava a chorar.Por isso sei que bater não ensina ninguém, só amedronta.

Pois bem, minha filha nasceu e eu descobri que não é nada fácil educar uma criança, e entendi porque muitas mães acabam batendo em seus filhos, mas mesmo assim segui firme e forte com minha decisão.

Minha criança chegou então a fase em que está agora, alguns a chamam de "Terríveis dois", "Adolescência do bebê"... e por aí vai. É realmente difícil lidar com a criança nessa fase. Perguntei para minha mãe se ela se lembrava como eu era nessa fase, e ela me respondeu que eu sempre fui boazinha! Só que eu sei, que eu não era "boazinha", eu era medrosa! Eu tinha medo de apanhar!

E não, isso não foi bom pra mim. Não me tornei uma pessoa melhor porque apanhei e assim virei uma cidadã de bem, me tornei uma pessoa boa devido os exemplos e valores da minha família, o fato de eu ter apanhado só fez com que eu me tornasse uma pessoa medrosa, fazendo com que eu tivesse que superar muitos obstáculos para me tornar uma pessoa emocionalmente saudável.

Alguns podem pensar que também apanharam e não são medrosos, pois cada pessoa é diferente e reage de forma diferente às intempéries da vida. Mas você não sabe como será a resistência do seu filho, ele pode ser diferente de você e se afetar com "uns tapinhas", nós não podemos prever, então pra quê arriscar? Se podemos formar pessoas com amor e não com violência por que não fazer?

Eu sei que bater ensina sim, ensina você a ter medo da vida, ensina que o mundo é violento, e que se você não agir do jeito que as pessoas querem, você vai apanhar!

Ensina que a sua individualidade é inaceitável, que você não pode contrariar, que não pode ter sua própria opinião, que deve ser submisso ao mais forte sempre!

Ensina que se você está nervoso, pode descontar em alguém mais fraco que você, pois é através da violência que você vai resolver seus problemas.

Por isso eu decidi que quero ensinar para minha filha, que ela pode sim me contrariar, que ela é diferente de mim, que ela é um ser único e deve ter suas vontades e opiniões, claro que sempre oferecendo os limites necessários para seu bem estar e da sociedade, mas nunca vou agredi-la!

Não é preciso bater para ensinar, essa fase em que ela está é crucial para seu crescimento como ser humano, ela está começando a se entender, entender seus sentimentos, e não é batendo nela que vou ensinar a lidar com a frustração, assim só vou estar mostrando que eu mesma não sei lidar com a frustração dela não me obedecer. (Aliás, aprendi a lidar com a frustração desse jeito com a minha mãe, não é mesmo?)

Não sei se estou me fazendo entender, mas o fato é que, nunca bati em minha filha (já tive vontade sim), e sei que nunca vou fazer isso. Por mais que perca a paciência as vezes (nenhuma mãe é perfeita), eu escolhi educar uma pessoa forte e de personalidade, livre para fazer suas escolhas, seja elas quais forem, e estarei por perto para ajudar e para limitar quando for preciso.

E vocês? O que acham desse assunto tão polêmico? Pelo amor ou pela dor?



Contar até 3 funciona!

Sabe aquilo que sua mãe fazia de contar até três pra você obedecer? Eu uso essa técnica com minha filha e tem dado muito certo.
Nesse post vou explicar como eu faço, se der certo pra vocês também, me contem nos comentários.
Eu gosto de usar a contagem porque, de certa forma, dou chance para minha pequena fazer o que é certo por ela mesma. Então ela tem o tempo pra pensar e decidir, se vai obedecer ou vai testar os limites.

Como fazer

No começo você pode falar pra criança que vai contar até três para ela fazer tal coisa, e que se ela não fizer haverá uma consequência, então você diz a consequência que estabeleceu para ela.
Aí começa a contar, eu gosto sempre de colocar o "é" na frente porque dá mais um tempinho né? Tipo: É um, é dois...
Se ela não fizer até o três, você aplica a consequência, que de preferência deve estar ligada com a atitude que ela deveria tomar.
Você sempre deve aplicar a consequência depois do três, senão a técnica nunca vai dar certo. Nada de coração mole, ou uma quarta chance, chegou no três é consequência, sem volta!

As primeiras vezes

Nas primeiras vezes, a criança vai testar para ver se você vai mesmo fazer aquilo que disse, e por isso é tão importante aplicar a consequência sem falha, senão não vai funcionar mesmo!
As crianças são pequenos cientistas, ou seja, obviamente eles vão querer saber se o que você está falando é pra valer ou só mais uma ameaça como todas as outras. E eles não vão testar só uma vez, mas várias, e mesmo depois da técnica já estabelecida.
Portanto, seja consistente, se disse que vai fazer tal coisa, faça todas as vezes que a contagem passar do três, caso contrário, colocará tudo a perder.

Um exemplo

Minha filha está brincando de massinha, e eu disse à ela que ela pode brincar de massinha mas não deve jogá-la no chão para não fazer sujeira.
Ela joga a massinha no chão (de propósito claro, para testar o que você disse), então eu peço com firmeza, sem gritar ou brigar, que ela pegue a massinha. Ela se recusa.
Eu dou duas opções: ou pega a massinha e continua a brincar ou eu vou guardar a massinha e ela não vai brincar mais (essa é a consequência por jogar a massinha no chão e não pegar), e começo a contar.
Se ela pegar a massinha, e normalmente é o que acontece, eu digo muito bem e agradeço, caso contrário, eu pego a massinha do chão e a que está com ela e guardo tudo, como havia dito que faria.
Ela vai chorar, espernear, gritar, mas depois vai acalmar e passar. E na próxima vez respeitará a contagem, se for necessário chegar até esse ponto.

Cuidados necessários

Quero deixar bem claro que nunca vi essa técnica em livro algum, nenhuma recomendação de educadores ou psicólogos, para fazer isso. Trata-se simplesmente de algo que faço com a minha filha de três anos, e que dá certo. Também não sei se funciona com outras idades.
Não devemos usar um tom ameaçador, mas apenas ser firme e paciente, ter noção de que estamos no controle e não precisamos deixar a criança com medo ou assustada, estamos apenas dando tempo para que ela tome sua decisão.
Outro cuidado necessário é não repetir a estratégia toda hora, se ficar contando até três para tudo que seu filho tem que fazer, vai virar um inferno, e a técnica vai perder efeito. Deve ser usada apenas quando realmente necessário. Isso é muito importante!

De mãe para filha

Acredito que essa atitude nem é uma "técnica", apenas algo que minha mãe (aposto que muitas outras) fazia, só que coloquei mais consistência para que funcionasse melhor, tenho certeza que muitas mães fazem isso instintivamente, simplesmente porque suas mães faziam com elas.
O mais importante disso tudo, mais do que ameaçar, pois não devemos fazer isso como uma ameaça, mas dar a chance para a criança tomar a decisão certa, fazer uma escolha.
Eu sinceramente não sei se é certo fazer isso, como disse, não tenho o aval de nenhum especialista, só sei que com minha filha funciona, então por que não dividir essa experiência com outras mamães, não é mesmo?

Então é isso, se gostou compartilhe nas redes sociais ou deixe um comentário.
Bjs.

Quando o filho fica doente

Não existe nada pior para uma mãe do que ver sua criança doente. As noites em claro, o choro contínuo, aquela molezinha de dar dó, e a preocupação gigante.



Já falei antes aqui que imaginação de mãe é pior do que as de crianças de quatro anos, conseguimos imaginar tudo quanto é vírus marciano quando nosso bebê tá doente e não sabemos o que é!

Acho que o pior de tudo, pelo menos pra mim, é não saber o que está acontecendo, se é a garganta, o ouvido, ou o vírus marciano. Depois que levo no médico e ele me diz o que está havendo, pronto, me acalmo e começo a medicar sabendo que tudo vai melhorar.

Por isso, esse negócio de ter que esperar três dias de febre pra levar ao médico me deixa louca. Mas agora, com alguns anos de experiência, já consigo ficar mais calma. Mas a noite sem dormir ainda me mata. É a pior parte pra mim.

Se seu filho ainda é bebê e fica muito doente, saiba que quando crescem as coisas vão melhorando, principalmente se ele frequenta escolinha ou creche, mas conforme o sistema imunológico amadurece eles vão ficando mais fortes e as gripes mais fraquinhas.

Algumas dicas para quando seu filho ficar doente

Não se desespere

Falo isso porque era a primeira coisa que acontecia comigo, bebê doente e mamãe em pânico! Mas sabe aquele negócio dos aviões? Coloque a máscara primeiro em você, e depois na criança. Então você precisa ficar calma para passar tranquilidade pra criança e conseguir pensar direito.

O real estado da criança

Verifique o real estado da criança, ela está com febre? vomitou? Dá para esperar ou é melhor ir logo para o pronto atendimento? Já ficou assim antes alguma vez? Você vai ver que com o tempo já vai saber quando deve ou não levar seu filho ao médico. E em caso de dúvida, leve e pronto.

Manhoso ou brincalhão

Saiba que sua criança vai ficar mais manhosa, não tem jeito. Quando os adultos ficam doentes já ficam manhosos imagina as crianças. Não sei o que é pior, os manhosos ou os que não param de brincar e pular nem doentes! Eles precisam descansar, mas muitos nem com a perna quebrada ficam parados. O jeito é distrair, tanto pro manhoso quanto pro agitado, brinquedos que dê pra usar na cama, que distraiam mas não agitem muito.

Médico

Se você tem um médico de confiança, que já conhece seu filho e as vezes até os irmãos, vale a pena pedir o número de celular, alguns já usam até whatsapp. Mas não vão ficar ligando pro pediatra a cada espirro que seu filho dá, vocês sabem. Porém, na hora de conseguir um encaixe ou tirar uma dúvida ajuda muito.

Mãe que trabalha

Isso também é cruel, quando a mãe tem que trabalhar e deixar a criança doente em casa, ou na creche, o que é pior. Mas se você tem que sair e não tem jeito, é melhor aceitar. Deixe seu filho com pessoas que confie para não ficar com a cabeça na criança enquanto trabalha. Deixe tudo em ordem antes de ir trabalhar, para não ficar ligando o tempo todo porque esqueceu disso ou daquilo. E procure ficar tranquila porque notícia ruim chega logo, se algo acontecer vão te ligar, então trabalhe sossegada.

E vamos tentar prevenir o máximo que pudermos né? As vacinas são importantes, não levar pra brincar se souber que o amiguinho tá doente, lavar sempre as mãos e boa alimentação... De resto não tem muito o que fazer!

Se seu filho está doente agora, sinta-se abraçada, sei que está precisando.

Se gostou desse post, use os botões aí embaixo para compartilhar com seus amigos nas redes sociais, ou deixe um comentário. A Cotia agradece!

Pequenos milagres do cotidiano.

Eu ia escrever mas lembrei que amanhã vai chover no final da tarde, e pelas minhas contas tenho... 



Sou de humanas, não faço conta, só sei que tenho que lavar roupas agora ou não haverá tempo hábil para que fiquem suficientemente secas a ponto de recolher, nem a ponto de não poder dar a desculpa de que ainda não posso dobrar porque estão molhadas (adoro essa desculpa, e não, eu não passo roupa, me julgue!). 

Portanto, emprestei o cronômetro do Jack Bauer e comecei a contagem regressiva pra essa importante e apressada missão.

Ao levantar da cadeira tive que parar no meio da ação, pois percebi que estava intrauterinamente ligada ao meu celular pelo fone de ouvido, e se levantasse muito rápido provavelmente eu poderia vir a óbito devido ao susto e descompasso cardíaco que ocorre quando seu celular cai no chão. Então, parei. Agradeci aos Deuses e Budas pela graça alcançada de ter sido capaz de me congelar mais rápido que a Ana quando o Hans vai atacar a irmã dela com a espada, respirei, e coloquei a mão no coração, só pra certificar que estava tudo bem mesmo.

Cheguei na área de serviço e a roupa já estava na máquina, era só ligar. Coisa que não tinha feito antes, porque tive uma daquelas revelações que dizem que "não adianta fazer isso agora porque vai que chove", e decidi olhar a previsão do tempo, mas acabei esquecendo .

O fato é que, depois de colocar o sabão e amaciante no eletrodoméstico, se deu o milagre: Senti um vulto cor de rosa caindo de cima da prateleira, e com o poder a mim empregado por Jack Bauer (já que estava com o cronômetro por que não usar também a agilidade?), consegui com a mão direita, quase sem olhar, pegar no ar aquele pote de Vanish, que por muito pouco não se espalhou pelo chão como a neve que cobriu Arendelle no dia da coroação da Elza. 

Pois bem, depois desse ato heroico respirei aliviada e consternada por perceber que a vida estava mesmo querendo me matar do coração, e decidi voltar a escrever, já que desse mal nunca vi ninguém morrer. 

Contudo, ao passar pela cozinha olho assim, meio quase sem querer, um belo pacote de biscoito recheado que estava ali abandonado e tão solitário e triste que me deu vontade de ajudá-lo, dar sentido a sua vida e colaborar para que ele passasse pelo menos uma vez na vida pelo processo da digestão e se tornasse uma belo e orgulhoso cocô!

Só que hoje é o dia dos pequenos milagres, por mais que o tinhoso (só pode ser coisa do Demo essas precipitações todas pelas quais meu coração passou no período de poucos minutos) esteja me tentando a sair da dieta, ou tentando me matar de desgosto, arrependimento, gordura no fígado, artérias entupidas e finalmente o ataque cardíaco que consegui evitar durante esse episódio de "24 Mins", não sucumbi à essa armadilha, me lembrei que tinha frutas cortadinhas na geladeira! Vitória!

Agora estou aqui, perfeitamente segura e calma, comendo minhas frutinhas nutricionalmente saudáveis enquanto a máquina de lavar trabalha e eu escrevo essa reflexão. Chego a conclusão de que Guimarães Rosa tinha razão quando dizia pela boca de Riobaldo que "viver é muito perigoso", e por vezes não damos atenção ao quanto já sobrevivemos no decorrer de um único dia. 

No entanto, agora chegou a hora de buscar minha filha na escola, e não tenho muita certeza se Jack Bauer, Elza, ou mesmo o Demo, vão conseguir me proteger dessa vez...






Ser mãe não é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma mulher

A verdade é que durante muitos anos as mulheres não tinham coragem de dizer que estavam insatisfeitas com sua vida de mãe, não que se arrependessem ou algo assim, mas simplesmente que ser mãe não é tão fácil e maravilhoso como a mídia e a sociedade propõem.



Ultimamente muito tem se falado então sobre a verdade em relação à maternidade, principalmente em relação ao puerpério, um dos momentos mais difíceis para as mamães.

Acredito que o fato de as mulheres estarem cada vez mais impondo suas forças, se colocando frente aos desafios de existir em uma sociedade que ainda tem um pensamento quase medieval, está ajudando a fazer com que as mães se libertem!
Empoderamento feminino
Fico muito feliz em ver que o "feminismo" está conseguindo seu espaço nas redes sociais, e tenho esperanças que consigamos mesmo acabar com a cultura do estupro e com o machismo que encontramos até mesmo em outras mulheres.

Todo esse movimento pode fazer muito bem à nossa sociedade, pois dessa forma teremos famílias mais unidas, mais fortes, com mais amor, e consequentemente uma comunidade mais amorosa, com menos violência.

Sem machismo, teremos igualdade, teremos homens e mulheres criando as crianças, teremos meninos e meninas dividindo os brinquedos, sem julgamentos, e uma criação assim só pode transformas nosso mundo em lugar melhor.
Maternidade idealizada
A novela mostra lá as mamães muito felizes com seus filhos que dormem a noite inteira, que não tem dificuldade pra amamentar, e o papai alegre jogando futebol com o menininho...

Aí, as mulheres que já cresceram acreditando nesse ser mágico e ilusório que é o príncipe encantado, acreditam também nessa baboseira, e quando chega sua vez de ser mãe, percebem que não está sendo muito parecido com a novela. Ela conclui então, que deve ser uma péssima mãe, e que só com ela que é assim, portanto ela deve colocar um sorriso amarelo na cara e fingir que está tudo bem.

Porém, por trás desse sorriso feliz está uma mãe cansada, estressada, que não aguenta mais seus filhos "mau educados" que não sei porque diabos não são bonzinhos como as crianças da novela, e o que ela faz? Bate! Passando pra frente um sentimento de frustração e ódio, e um ciclo de violência que provavelmente irá se repetir na próxima geração.

Por isso é importante falarmos a verdade sobre a maternidade. Não estou dizendo que é tudo horrível e que ninguém deveria ser mãe, pelo contrário, é maravilhoso, mas é real! Assim como a realidade da vida, existem muitas dificuldades!

É importante que as mães saibam que não estão sozinhas, que elas não são péssimas mães só porque sua criança não é como aquela da novela. Nem todos os bebês dormem bem, nem todas as mulheres tem facilidade para amamentar, crianças de dois anos fazem muita birra, educar não é nada fácil, e bater só piora as coisas!
As mães do youtube
Eu acompanho algumas "mommytubers", e devo dizer que tenho visto cada vez mais mães com coragem de falar abertamente sobre a maternidade. Vou colocar o link de duas que são bem diferentes aqui pra quem quiser acompanhar.

Flávia Calina

Esse canal pode servir como exemplo de maternidade idealizada, mas também tem algumas informações úteis, e eu gosto da parte da educação positiva que ela escolheu divulgar.

A Flávia dá ótimas dicas de como educar sua criança com amor, acho que ela é a mãe mais paciente que eu já vi na minha vida. Também dá sugestões de atividades pedagógicas, já que ela é professora infantil além de youtuber.

No entanto, ela prefere não mostrar os momentos "difíceis" da maternidade para não expor a filha, então acaba sendo um canal bem "perfeitinho", tipo a mãe ideal. É importante saber que ela tomou a decisão de mostrar apenas esse lado da maternidade e essa não é a vida dela, e nem deve ser a sua. Eu me sinto meio frustrada quando assisto ela, pois fico me achando uma péssima mãe, mas aí eu me lembro que ali só está o palco, os bastidores ela não mostra, então muita calma nessa hora! Hehehehe...

flavia calina


Hel Mother

Essa eu descobri recentemente e simplesmente adorei, ela fala tudo o que todas as mães tem vontade de falar e tenho certeza que a grande maioria de nós se identifica totalmente!

Ela é muuuuito engraçada, e fala bastante sobre a importância da presença do homem na criação dos filhos. Tudo com muito humor e muita sinceridade.

helmother



Existe uma ilusão de que ser mãe é a melhor coisa do mundo, o que acaba sendo algo muito generalista, pois nem sempre o que é bom pra uma pessoa é para todas as outras também.

Eu tenho a impressão que de alguma forma a sociedade enxerga a mulher como fadada a maternidade, e isso tem me incomodado muito ultimamente.

Vejo mulheres julgando outras mulheres porque essas dizem que não é tão legal assim ser mãe, ou porque dizem que simplesmente não querem ter filhos.

Confesso que eu era uma dessas mulheres julgadoras, mas depois que minha filha nasceu e eu descobri de verdade o que é ser mãe, meus preconceitos saíram de mim junto com a placenta.

Eu achava que aquela mulher que dizia não querer filhos estava ou mentindo para si mesma ou simplesmente não poderia ter e dizia isso para não se sentir mal. Mas hoje percebo que ter filhos pode ser uma escolha, como todas as outras que fazemos na vida.

Acredito que antigamente as mulheres não podiam ser muita coisa além de dona de casa, então ser mãe poderia mesmo ser a melhor coisa que aconteceria em suas vidas. Mas hoje em dia, a mulher pode ser o que ela quiser, portanto com certeza a maternidade não tem que ser a melhor de todas as suas realizações.

No meu caso, acho que se não tivesse sido mãe provavelmente seria frustrada e infeliz, pois tinha isso como objetivo na vida, mas também seria tão triste quanto se não tivesse feito curso superior, pois era algo que também almejava muito. No entanto, muitas mulheres não precisam de um curso superior para ser feliz, assim como não precisam ser mães. Agora eu entendo isso.

Devemos respeitar as escolhas de cada uma, e acho legítimo que algumas mulheres não queiram ter filhos, que prefiram crescer na carreira, ou viver a vida viajando, seja o que for, ninguém deve estar fadado a nada nos dias de hoje. Temos tantas opções, por que se prender a um pensamento que parece ser imposto às mulheres desde pequenas por uma sociedade que não consegue se livrar de todo esse machismo e preconceito?

Ser mãe pode mesmo não ser a melhor coisa do mundo para muitas pessoas, pois não é tão simples como a maioria das pessoas acredita que é. Muitas vezes por essa exigência da sociedade, as mulheres acabam sofrendo, se obrigando a dar à luz e a criar filhos com toda a alegria, quando na verdade não era nada disso que ela queria.

Acho um absurdo que mulheres que optam pela carreira sejam vítimas de olhares preconceituosos (talvez invejosos) de outras mulheres, sendo essas mães ou não. É a velha história de cada um mandar em seu corpo, e saber o que quer fazer com ele, e ninguém tem nada a ver com isso.

Sendo assim, deixo aqui essa minha reflexão, meio revoltadinha, de que muitas coisas podem ser "a melhor coisa da vida", inclusive ser mãe. Inclusive!

Pintei a porta da sala, durmo em casa ou fora?

Ou a crônica do quanto uma pessoa é capaz de se esquivar de um problema fingindo ter outro.



Talvez hoje não seja o melhor dia pra escrever, porque estou meio nervosa. É só quando estou tranquila e relaxada que consigo ser criativa. Aquela ideia da Google de deixar os funcionários jogarem vídeo game e ping pong daria muito certo pra mim. Mas hoje, mesmo se estivesse jogando ping pong em um fliperama com o dinossauro do chrome, não iria rolar criatividade alguma. 

Por que o nosso humor mexe tanto com nossa vida funcional a ponto de não conseguirmos tomar uma simples decisão como: pintei a porta da sala, durmo em casa ou fora?

Isso hoje está sendo uma questão mais que filosófica, acho até que de sobrevivência mesmo. Só de pensar em passar a noite toda sentindo esse cheiro já começa a me dar uma certa dor de cabeça, o que talvez também tenha sua parte nessa minha incapacidade  criativa geral no dia de hoje.

As pessoas dizem, ou melhor, os pintores e vendedores de tintas dizem que a qualidade e tecnologia que são implementadas nessas substâncias para colorir cômodos hoje em dia já não exalam odor algum, muito menos um odor tóxico que vai te dar enjoos, explodir sua cabeça e matar sua criança.

 No entanto, não é bem assim que está acontecendo com a minha porta da sala. Parece que essa tinta em especial deixou de passar por alguma etapa mágica da ausência de veneno colorido ou branco semi fosco do acrílico do pó de mostarda, pois está um fedo altamente destrutivo pela casa inteira!

Você vai me dizer: "Ah, mas é só uma porta! Não é possível que você tenha que sair de casa por causa de uma porta!" E é isso o que mais atrapalha a minha decisão nesse momento, o fato de ser só uma porta. Meu orgulho não permite que eu assuma estar praticamente me mudando, sendo expulsa de casa por causa de uma simples porta que aparentemente tem agora o poder de destruir toda minha família, começando por explodir minha cabeça e não permitir que eu seja criativa para escrever um texto melhor que esse! 

A verdade é que o humor mexe muito com a cabeça da gente, e o fato de estar em um estado de nervos digno de fazer evangélica cantarolar nirvana, pode estar fazendo com que eu acredite que o cheiro da porta é maior do que ele realmente é. 

Talvez eu tenha decidido que não vale a pena sofrer por um estresse maior, e querendo esquecer esse problema verdadeiramente relevante, reúna toda a minha libido e canalize toda minha raiva para o odor malévolo emitido agora por esse objeto que me olha com irônia como quem diz " eu vou ficar e você vai sair", ao invés de enfrentar o fato que é o verdadeiro causador da minha dor de cabeça.

Mas pra quê se preocupar com as contas, com as deadlines, com os problemas de família quando você tem uma porta cheirando a tinta que se não te matar provavelmente a de corroer alguns neurônios te levando ao Alzheimer precoce? 

A verdade é que, por mais que me digam que é insensato tomar uma atitude baseada em especulações de tias benzedeiras que acreditam que o cheiro forte de tinta pode corroer seu cérebro e te deixar lesado, eu creio que passar uma noite inteira com uma criança que não dorme porque está com o nariz entupido pode ser ainda pior que alguma lesão cerebral causada por mau cheiro. 

Sendo assim, eu vou dormir fora mesmo, pois assim já resolvo uma outra questão que também me tiraria o sono de tão preocupante: tomar café da manhã exalando acrílico tóxico...



Principais lições que aprendi ao ser mãe

Todo mundo fala que quando nasce um bebê nasce também uma mãe. Pura verdade! Eu sou outra pessoa depois que minha filha nasceu, e acredito que aprendi algumas lições de vida muito importantes. Gostaria de dividi-las com vocês.



1. Não julgar as pessoas

Acho que muitas mulheres antes de ser mãe tem aquela ideia de ser uma mãe "perfeita", amamentar, não dar refrigerante ou coxinha pra crianças, não deixar assistir televisão... essas coisas que depois que você é mãe se tornam até corriqueiras.

Antes de ser mãe, quando eu via uma mãe fazendo alguma coisa dessas eu já julgava, apontava meu dedo e pensava "Nossa, que mãe horrível! Jamais serei como ela!". Pois é, o mundo dá voltas não é amiga? Hoje em dia agradeço a Deus por minha filha amar assistir Frozen e eu ter o tempo de um filme pra ler um livro.

Por isso, aprendi a não julgar as outras mães. Lógico que não é tão fácil, mas mesmo assim, procuro entender que talvez ela não esteja bem orientada, se puder ajudar eu ajudo mas procuro não julgar, apontar o dedo ou fazer cara feia. Gosto de conversar com as outras mães, explicar o que acontece com as crianças em cada fase, mas a única pessoa que vai decidir como criar aquela criança é ela, eu não tenho como mudar o pensamento das pessoas, procuro então respeitar.

Ao fazer isso em relação às outras mães, acabei olhando dessa forma para as outras pessoas também, mulheres, homens, tento sempre saber as razões, os motivos para levar alguém a agir ou falar algo. O que faz você ver o mundo todo de outra forma, é muito libertador!

Um livro que me ajudou muito a pensar dessa forma foi Extraordinário, a forma como a autora mostra o ponto de vista de cada personagem nos faz perceber que não vale a pena julgar sem saber pelo o que o outro está passando.

Além disso, como mãe sei que também sou muito julgada pelos outros, e como sei o quanto isso é ruim, não quero agir dessa forma com ninguém!

2. Cuidar de mim

Sabe aquela velha história de colocar a máscara de oxigênio em você primeiro e depois na criança? Eu aprendi que se eu não estiver bem, não vou conseguir ser uma boa mãe.

Na minha família existe a cultura de ser super mãe, as mulheres da minha vida acreditam que é preciso viver para os filhos, que eles vem sempre em primeiro lugar, e que a mãe deve abdicar de absolutamente tudo pela sua cria.

Não vou dizer que foi fácil pra mim ir contra esse dogma familiar, a culpa foi grande e ainda é, mas eu percebi que se não olhar um pouco para mim, permitir que eu exista dentro dessa relação mãe-filho, eu iria simplesmente enlouquecer, e não teria saúde mental para cuidar da minha filha.

Então, agora eu sei que não é pecado se eu ficar escrevendo um post enquanto minha menina brinca na casa do vizinho, ou pedir uma pizza em um dia que estou cansada demais para fazer sopa... Que eu posso reservar um tempo para fazer as unhas, ou até mesmo sair com o marido.

Vejo que minha filha fica feliz quando me vê bonita, e aí ela quer ficar bonita também. Nós somos os exemplos, se não cuidarmos de nós mesmas, que tipo de exemplo vamos dar aos nossos filhos? Que você deve abdicar de si pelo outro? Não, você pode pensar no outro, ser bom, cuidar do outro, sem se deixar de lado.

Não estou falando de terceirizar os filhos, ou cultivar o egocentrismo que já é gigante em nossa sociedade, mas de continuarmos existindo mesmo após a maternidade.

3. Não existe perfeição

Definitivamente não existe mãe perfeita! Mesmo aquela sua amiga que PARECE ter a vida perfeita, acredite, ela tem defeitos!

Nenhuma mãe vai fazer sempre tudo certo, até porque o simples fato dela fazer tudo certo já é errado, já pode ser um sinal de neurose ou algo do tipo.

Uma mãe não vai ser sempre paciente, organizada, cuidadosa, limpinha e linda! A verdade é que ou você faz uma coisa ou faz outra. Não adianta ficar querendo exigir de você a perfeição, um dia vai acabar descobrindo que deixar a louça na pia é a melhor maneira de sentir paz!

4. Let it be

Na tradução mais pé da letra possível: deixe ser. Aprendi que minha filha nunca será do jeito que eu "quero" que ela seja, ela nunca vai atender às minhas expectativas, ainda bem, pois isso seria muito ruim pra ela.

Parece que eles enganam a gente, quando achamos que eles serão tímidos e introspectivos lá estão eles cantando let it go vestidos de borboleta no meio da pracinha. Ou quando achamos que serão espuletas de subir em árvore e ficar de ponta cabeça, lá está ela toda vaidosa passando batom e preocupada em não se sujar...

Então, compreendi que o negócio é seguir com a maré, e permitir que ela se descubra aos poucos. Não quero esperar nada da minha filha, apesar de não ser fácil esse exercício, a natureza vai se encaminhando pro lado certo, só precisamos não atrapalhar! E seja lá o que ela será no futuro, está por conta dela, quero apenas respeitar e aceitar com alegria.
Claro que sempre orientando para o bem, e deixando claro que vou estar ali para o que der e vier, se der certo ou errado, se vier leve ou pesado. Viver a vida não é fácil, o que nos resta é criar crianças preparadas para lidar com sentimentos, e o resto "que será, será".

Tenho certeza que outras mamães também já aprenderam muitas coisas com a maternidade, deixa aí nos comentários as experiências de vocês!

mae-urso

É possível ser mãe e não se sentir culpada? Parece que a culpa materna nasce junto com a criança. Nunca conheci uma mãe que não se sentisse culpada por trabalhar fora, por não ter tempo suficiente com os filhos, por estar cansada e deixar a criança assistir televisão... Se eu for listar os motivos para uma mãe sentir-se culpada vou envelhecer aqui nesse teclado pois são muitas as razões.


O fato é que nós enxergamos o mundo a partir de nós mesmos, na verdade, nós só conhecemos o que está dentro de nós, então tudo o que está fora, de certa forma, é um reflexo do que nós sentimos.

Então, quando você se sente julgada por outras pessoas, na verdade, é você mesmo quem está se julgando, é a sua culpa que está martelando na sua cabeça. E ao mesmo tempo, quando você se sente culpada, existe uma preocupação de que as pessoas vão te julgar por aquilo. A culpa está muito ligada ao medo de ser julgada, e aí uma coisa leva a outra.

Sendo assim, uma forma de você não se sentir tão culpada é pensar nessa relação quando a culpa vier. Você se pergunta: "Eu estou me sentindo culpada ou estou com medo que as pessoas me julguem?" Ou: "Eu estou achando que alguém está me julgando ou eu que estou me sentindo culpada pelo o que estou fazendo?"

Obviamente, a culpa materna sempre vai existir, assim como o julgamento alheio. Mas se estivermos seguras e confiantes de que estamos sendo a melhor mãe que podemos ser, o que as outras pessoas pensarem ou disserem não vai nos abalar.

Pensando nisso, cheguei a conclusão que quando uma mãe julga a outra, é na verdade para se sentir melhor. Se a outra está fazendo tudo errado, significa que eu estou fazendo tudo certo, e sou uma ótima mãe, então ninguém vai me julgar por nada.

Se todas nós parássemos de julgar a nós mesmas, talvez também seria possível não julgar aos outros, e esse seria um mundo melhor.

Uma utopia eu sei, mas se esse fato ajudar pelo menos algumas mães a se sentirem menos culpadas, já será uma grande coisa.

Tenha um bom dia, Cara de Cotia!