tenha um bom dia

 Eu adoro "chick lit", quando li meu primeiro livro desse gênero fiquei apaixonada, e saía procurando outros iguais, pois sabia que seria uma leitura agradável. 



Literatura de mulherzinha?

"Chick lit é um gênero de ficção dentro da ficção feminina, que aborda as questões das mulheres modernas. Chick-Lits são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa.

 Apesar de algumas vezes que inclui elementos românticos, a literatura feminina (incluindo chick lit) geralmente não é considerada uma subcategoria direta do gênero romance, porque, no Chick lit a relação da heroína com sua família ou amigos pode ser tão importante quanto a seus relacionamentos românticos.

A principal característica do Chick lit é a protagonista: que é do sexo feminino. Ela está, muitas vezes, tentando vencer (profissional e romanticamente) no mundo moderno. A idade dos personagens principais não importa, podem ser garotas do ensino médio até cinquentonas, suas histórias normalmente são bem humoradas e relatam o dia a dia da mulher moderna, sua rotina tripla, seus problemas amorosos, de peso, no trabalho, no namoro, no casamento, no divorcio".


Selecionei quatro livros considerados "Chick lits" que li recentemente para apresentar pra vocês, espero que gostem e vamos à eles: 


"Fiquei com o seu número" - Sophie Kinsella


"A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone perdido no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. 

Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de ter alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir."


Eu já ando meio enjoada da estrutura que a Sophie Kinsella usa nos livros, é sempre a mesma coisa, você meio que já sabe o que vai acontecer, fica aquela sensação de mais do mesmo.

Tenho que dizer que no caso do "Fiquei com o seu número" isso também acontece, mas de uma maneira que não chega a incomodar, não sei se é porque estava já há um tempo sem ler um livro dela, ou porque o livro realmente é bom.

Como sempre, existe um problema que a personagem principal fica protelando, um triângulo amoroso, um "galã" que acha a personagem maluquinha uma gracinha... Devo confessar que por vezes ouvia a voz da Becky Bloom enquanto lia a fala da personagem principal.

Acho que foi por isso que gostei do livro, ele me fez sentir como se eu estivesse lendo o primeiro livro da "saga Shoppaholic", ele não é cansativo como os outros, a história flui, as coisas se resolvem antes do final, e acima de tudo ele passa uma mensagem legal.

Aprendi com essa história que nem sempre o que achamos que uma pessoa pensa sobre nós é a realidade, e que precisamos aprender a dizer como nos sentimos, sem medo do que os outros vão pensar de nós.

Acredito que quando você não aprende nada com a leitura de um livro, por pior que ele seja, não foi uma boa experiência. Não é esse caso, aprendi e gostei muito de passar um tempo mergulhado nesse universo novamente.


"A última carta de amor" - Jojo Moyes


Ao acordar de um acidente de carro, em 1960, Jennifer Stirling não se lembra de nada. De volta à sua casa, ela tenta sem sucesso relembrar a sua vida antiga, ela sente que algo está faltando. Descobre então uma série de cartas de amor, e descobre que não só estava vivendo um romance fora do casamento como perecia disposta a deixar tudo pelo amante. 
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas, e decide descobrir o que aconteceu com esse romance, ao mesmo tempo em que lida com sua própria vida amorosa não menos conturbada.

"Começara a calcular o abismo entre o que ela fora, uma criatura otimista, adorada, talvez até mimada, e a mulher que ela agora habitava."

A Leitura

Eu li esse livro sem muita pressa, não é daqueles livros que não consigo largar. Como sempre acontece comigo em leituras da Jojo Moyes, eu demoro pra começar a gostar do livro. Nesse caso eu até gostei do começo da história, logo de cara me identifiquei com a personagem da Ellie, a jornalista, e queria saber mais sobre ela, acompanhar sua história. 
Quando o livro muda de época a leitura já ficou mais desinteressante pra mim, mas mesmo assim continuei até ser fisgada pela boa história que a autora conta nessa obra. 
Conforme fazia a leitura fui identificando alguns motivos que me fez gostar do livro e outros que tornaram a leitura mais desafiadora, mas não tirou em momento algum o prazer de ler A Última carta.

" - Aprendi uma coisa há muito tempo: o se é um jogo muito perigoso mesmo."

1- Psicologia dos personagens

É impressionante como a Jojo consegue construir os personagens de uma forma que você consegue entender exatamente como eles são, como pensam, que atitudes você esperaria deles. Cada pensamento que ela apresenta, cada ação de todos os personagens são compreensíveis, você entende de onde está vindo aquilo, porque ele é assim. Isso me chamou muito a atenção durante toda a leitura.

2- Personagens cativantes

Como disse no começo do post, eu gostei da Ellie logo de cara. Os personagens são cativantes, você gosta deles, torce por eles. Mesmo aqueles que não estão ao lado dos bonzinhos, acabam recebendo sua compaixão e em algum momento você vai se ver torcendo por eles.

3- Ironia

As falas, os diálogos, são muito bem construídos e mesmo se tratando de um livro muito romântico a ironia usada pelos personagens fazem o livro ficar engraçado e interessante, você meio que se derrete com o charme das palavras e sente um calorzinho no coração com as ironias salpicadas aqui e ali.

4- Bem montado

O livro é muito bem montado, e isso faz com que sejamos constantemente surpreendidos pela autora. Como a história se passa em duas épocas diferentes se não houvesse uma boa montagem das "cenas" não entenderíamos bem o enredo da obra. No entanto, nesse livro tudo se encaixa e a sensação é de que tudo faz sentido.



"Tasha Harris, Abre o Jogo" - Jane Green


"Tasha, é o modelo perfeito da nova mulher moderna, que vai à luta, tem vida social intensa sem, jamais, perder o glamour. Tasha tem 30 anos, é solteira e trabalha como produtora de televisão e, apesar de não aceitar perder seu status de mulher independente e profissional, ela não consegue abandonar o sonho romântico de encontrar seu príncipe. Mas o problema é que às vezes o feitiço acaba virando contra o feiticeiro e o príncipe acaba se transformando num sapo. No entanto, é necessário mais do que um encanto quebrado para tirar o senso de humor e a pose moderna de Tasha."



Gostoso de ler

A leitura dessa obra é fácil e fluida, parece até que a narradora está conversando com a gente em uma mesa de bar. É como se fossemos parte da "irmandade" dela. O jeito dela contar a história é como uma conversa de amigas, com sinceridade, com palavrões, sem papas na língua. A leitura nos agrada porque sentimos que ela faz parte das nossas vidas, como se fosse mesmo uma de nossas colegas de trabalho ou até uma amiga íntima.

"... o problema com a irmandade é que ainda nutrimos esperança. Fingimos que somos felizes com nossas vidas e quando vemos um casal se beijando enfiamos um dedo na garganta como se fossemos vomitar, mas sonhamos com o amor."

Como na realidade

O livro fala da realidade dos relacionamentos, não só entre homens e mulheres, mas entre os amigos. Como nos sentimos em relação à eles, nada de somente sentimentos puros, mas o que realmente pensamos e como agimos na vida real. Ela consegue retratar bem como é a amizade entra as mulheres, as conversas, o que é dito e o que não é, assim como os sentimentos por trás de cada atitude em um grupo de mulheres.

"Vou devagar porque não é a primeira vez que isso acontece e nas outras vezes eu o xinguei de todos os nomes sob o sol, e três semanas depois, eles fizeram as pazes, gloriosamente infelizes como só eles sabem ser"

As feministas piram

O livro com certeza tenta passar uma mensagem de auto valorização da mulher, mas antes disso ele te deixa com muita raiva, mas acredito que isso seja uma forma de crítica da autora. E sua intenção é mexer com você, fazer você odiar as personagens às vezes, mas será que se você olhar para sua própria vida, não estará cometendo os mesmos erros? 

"- Obrigado, Tasha. E tenho que dizer que você também está maravilhosamente comível."


Vê melhor quem vê de fora

Essas amigas passam por várias coisas que todas as mulheres enfrentam em seus cotidianos, a procura pelo amor, a falta de auto estima confundida com liberdade sexual, os relacionamentos abusivos. Dá um certo desespero ver por tudo o que elas estão passando sem conseguir enxergar, mas é aí que o livro nos ensina a olhar para nós mesmas, a pensar e refletir sobre nossos relacionamentos. 

"Ele me disse que eu tinha engordado, que eu parecia uma matrona, uma solteirona feia. Disse que só estava comigo por hábito, por sorte minha, porque se não estivesse, eu nunca encontraria outro homem."

Sex and the city

Se você gostava de assistir à série Sex and the city, vai gostar desse livro. Parece muito com o seriado o fato de termos quatro amigas, cada uma com suas aventuras amorosas, conversando abertamente sobre sexo, homens, a vida de solteira, a procura pelo verdadeiro amor. 

"Ninguém no trabalho entendeu por que, de repente, eu estava tão feliz, mas é claro que você sabe, não sabe? Eu achei que tinha me deparado com o amor outra vez." 


"Quem sabe um dia" - Lauren Graham





"Franny Banks deu a si mesma três anos para conseguir se estabelecer como atriz. E agora está faltando apenas seis meses para o fim do prazo mas ela não conseguiu grandes avanços. Todas as suas fichas estão depositadas em uma mostra dos alunos do curso de teatro do qual faz parte com diversos agentes presentes. Assim, resta a Franny lutar contra a conta bancária, o cabelo indomável, o tempo e a própria sorte para conseguir aquilo que acredita ser seu por direito." 

Quando comecei a ler fiquei com um certo medo, de me decepcionar com esse ser humano que eu adoro, e que agora estava se arriscando no mundo da literatura. Ou seja, eu comecei a ler querendo gostar.

Devo admitir que querer não é poder, confesso que no começo o livro não me prendeu muito. Estava achando a narrativa meio estranha, parecia que a tradução não estava muito legal, mas com o tempo fui me acostumando.

Sim, a atriz sabe escrever e existe uma boa história no livro. Acho que ela conseguiu passar bem o que a vida de uma aspirante a atriz, a espera, a incerteza, insegurança de um trabalho desse tipo.

Vi comentários em que pessoas acharam que a protagonista era um pouco insegura, eu acho que não é bem assim, pelo contrário, para alguém que vive uma vida tão instável acho que ela até que segura bem as pontas!

Simples mas emocionante

Você acompanha o cotidiano da protagonista, e a rotina das pessoas pode não ser algo tão atrativo a ponto de se escrever um livro sobre isso. Ainda mais quando a história trata da espera, a espera por um telefonema, por uma resposta, por um trabalho, uma chance. 
No entanto, a Lauren consegue passar uma certa apreensão, uma certa tensão, pois a vida de Franny agora é meio tudo ou nada e cada acontecimento em sua carreira acaba sendo muito emocionante. 
Isso, mesmo em um livro sobre uma história simples, faz com que você queira ler "só mais um capítulo". Ela constrói muito bem o enredo, em nenhum momento você sente que tem algum buraco na trama, tudo flui, e você fica amiga dela e dos amigos dela também.

Engraçado

A Lorelai era muito engraçada, mas não vi essa personagem no livro. Com certeza Lauren usou o conhecimento sobre a vida de atriz e tudo o que os atores passam antes de ficarem famosos, mas não acho que Franny fosse a Lauren, acredito que a personagem acabou ganhando vida própria. 

Mas mesmo assim, a história tem muitos momentos engraçados que me fizeram lembrar da Lorelai. E olha que eu não sou dessas pessoas que ficam gargalhando ao ler um livro, eu sou meio britânica nessas horas e dou no máximo um sorriso. Porém, alguns trechos desse livro me fizeram rir de verdade, a ponto das pessoas perguntarem do que eu estava rindo! 

Uma dica

Se você quiser ter uma leitura mais profunda da obra eu recomendo que leia antes o conto Franny e Zooey de J.D.Salinger. Não é fundamental e nem faz muita diferença se você não ler, mas se sim terá com certeza uma outra visão da obra!

"Em ´Franny e Zooey´, J.D. Salinger apresenta um conto narrado por Buddy, membro da estranha família Glass. A obra mostra acontecimentos importantes nesta família excêntrica."
  • 10 Comments

 Você nunca mais vai querer parar de ler os livros dessa mulher!




Sinopse

Na obra, originalmente publicada em 2002, a escritora utiliza suas palavras cortantes e sua clareza brutal para percorrer o turbilhão emocional vivido por Olga após um casamento fracassado. Traída e se sentindo abandonada pelo marido, a personagem enfrenta conflitos internos em meio à nuvem cinzenta da desolação e da nova e inquietante realidade que se apresenta. Moradores de um apartamento em Turim, para onde Olga se mudou por conta da carreira profissional do marido, com dois filhos e um cachorro, Mario e Olga viveram ma relação de 15 anos com os altos e baixos de um casamento normal. Sem abalos que evidenciassem um término repentino, Olga ouve o discurso de seu marido anunciando que ele a deixaria naquele momento. As páginas seguintes vão desnudando cenas críticas do passado do casal, repassadas até a exaustão pela protagonista e misturadas à urgência do seu cotidiano completamente destruído. Em Dias de abandono, Ferrante escancara a dor da rejeição moldada pelos sentimentos e particularidades de uma mulher. Em um corajoso e às vezes violento mergulho existencial, Olga vai aos poucos substituindo um atormentado desejo de redenção por algo ainda desconhecido. Antes presa a um personagem construído pela sociedade e por suas próprias expectativas, ela se dá conta de que amou mais justamente quando se sentiu “enganada, humilhada e abandonada”. A raiva pela justificativa mentirosa do marido ao tê-la deixado, que antes parecia acender a urgência do amor, agora o esvazia. No espaço entre esses dois pólos distintos, sem amor, dentro do nada, resta a ela saber se novos sentidos podem tomar formas na urgência da vida.

"A respiração ficava acumulada na garganta, preparando-se para vibrar em palavras raivosas."

Sabe quando você lê um livro de um escritor pela primeira vez e simplesmente se apaixona perdidamente? Foi o que aconteceu comigo ao ler Elena Ferrante. O primeiro livro dela que li foi A Filha perdida e agora acabei de terminar Dias de Abandono. 
Gostei tanto da leitura que decidi listar seis motivos pelos quais valeu muito a pena essa incrível leitura!

1. Uma bela sessão de análise

Para quem se interessa por psicologia, esse livro pode agradar porque se parece com uma sessão de análise. A protagonista escancara sua vida e sua dor para o leitor, sem medos e sem vergonha. Assim como no outro livro que li da Ferrante, ela escreve sobre os sentimentos mais terríveis, que ninguém tem coragem de assumir que já sentiu um dia. Ela é honesta, dolorosamente sincera e sem pudores.

"Sentia-me como quem é cego e sabe ser observado por aqueles que querem espiar cada detalhe."

2. Relação com os filhos

Acredito que um dos pontos fortes da autora é falar sobre a realidade da maternidade. Ela escreve sobre a relação da mãe com as crianças com todos os mal estares tanto para os filhos como para a progenitora. Dá uma certa angústia ver como ela trata os filhos, as coisas que ela diz, e como eles a tratam também. Mas nada mais é do que parte da maternidade real, são sentimentos e comportamentos que fazem parte da vida de uma família, nem sempre todos fazem as coisas certas ou romantizadas, a realidade é bem mais dura e cruel.

3. Bukowski feminina

Em uma certa altura da leitura eu me lembrei bastante dos livros de Bukowski. A personagem, em toda sua crise existencial, começa a agir de forma bem decadente e insolente, falando palavrões e se expressando de forma chula. 
Cheguei a conclusão de que quando se trata de relacionamentos disfuncionais todos acabam bebendo um pouquinho da fonte desse autor, e quando vemos uma personagem feminina expor todo esse lado me parece até reconfortante, já que também temos o direito de enfiar o pé na jaca.

4. Ressignificando o passado

Nessa história a personagem tem muito medo de ser como uma mulher abandonada pelo marido que ela conheceu quando criança. Contudo, percebemos que foi por meio da vivência sofrida dessa vizinha que ela criou em si o significado de abandono, e apesar de refutar a possibilidade de estar na mesma situação dessa outra senhora, era exatamente assim que ela se encontrava. Já que tudo o que ela sabia sobre abandono era essa crença de profundo sofrimento.
No decorrer da história ela vai aprender a aceitar e lidar com esse significado e eventualmente tentar modificá-lo.

"Um relógio quebrado que agora, já que seu coração de metal continuava batendo, estragava o tempo de todas as coisas."

5. Closer e Martha Medeiros

Esse livro me remeteu muito à obra de Martha Medeiros, Fora de Mim, onde ela também fala sobre o fim de um relacionamento e os sentimentos em relação à separação. 
Outra memória foi do filme Closer, com  Michael Haley, Julia Roberts, Jude Law e Natalie Portman. Principalmente na parte em que o personagem fica questionando sobre como se deu a traição e todos os detalhes sexuais relacionados a ela. No livro, a personagem também faz isso, e eu fiquei me perguntando que vontade é essa de estar a par de detalhes tão dolorosos, mas que de algum jeito precisamos saber?  

"Essa era a realidade que eu estava por descobrir, por trás da aparência de tantos anos. Já não era mais eu, era outra, como temia desde que acordei, como temia desde sabe-se lá quando."

6. Talento pra deixar o leitor apreensivo

Eu sempre fico abismada com a capacidade da Elena Ferrante deixar o leitor na ponta da cadeira, lendo compulsivamente, narrando apenas fatos cotidianos. 
O ápice do livro, quando a personagem passa pelo seu pior momento, é simplesmente arrepiante. Você não consegue parar de ler, entra de verdade na confusão mental e parece que enxerga tudo pelos olhos atordoados da personagem, é como se você estivesse bêbado sem ter ingerido álcool algum, apenas bebendo a narrativa dessa autora incrível! 
Vale a pena a leitura do livro só pra viver esses momentos de tensão junto com Olga, o coração chega a disparar de verdade!

"Mas a emoção foi surpreendentemente agradável, como quando é um filme ou um livro que nos faz sofrer, não a vida."

Acho que é isso. Foi uma ótima leitura, adorei viver esses momentos dolorosos e torcer para a vitória dessa rica personagem e dessa família que, apesar de estar em carne viva nessa história, é como muitas outras. Pois a vida de cada ser humano é feita de dor e sofrimento assim como da mais pura alegria e beleza, às vezes...

  • 8 Comments

 Quem gosta de ler adora histórias que falam do seu objeto de amor: o livro. Então nesse post decidi dividir com vocês dois livros que li e que nas histórias temos o livro como personagem. Aproveitem!



Um bestseller pra chamar de meu - Marian Keyes

O melhor livro da Marian Keyes que eu já li, mas tenho que confessar que quando comecei a ler esse livro ele não me entusiasmou muito. Porém, depois de cerca de cinquenta folhas, passei a amar o livro!



Sei quando gosto muito de um livro quando tenho vontade de ler ele em outros horários do dia, normalmente leio antes de dormir, mas quando pego o livro pra dar aquela espiadinha enquanto o arroz fica pronto, é porque eu estou amando a leitura!

Eu já gosto da Marian Keyes, a forma como ela escreve sempre me prendeu, mas ultimamente tenho traído ela com a Sophie Kinsella, então esse amor por esse livro foi uma surpresa.

Nessa obra ela conta a história de três mulheres diferentes, e de como as suas vidas estão ligadas pelo universo editorial.

Eu tenho a impressão que essa autora é o contrário de uma sopa, ela começa gelada para depois ir esquentando aos poucos. No começo não quis saber muito da história, no meio do livro me apaixonei, e no final estava fissurada.

De todos os livros da Marian que já li, acho que Melância costumava ser o meu preferido, mas agora, sinto muito, acho que o Bestseller  ocupa esse lugar.

Eu amei a personalidade de Jojo, e foi ela que me fez começar a gostar do livro, a partir do momento em que ela aparece,  está sempre presente nas outras histórias mesmo que indiretamente, então acho que a leitura vale a pena só pela presença dela. Ou seja, ela salva o livro, e na minha opinião, ela é o livro!

Não que as outras histórias não sejam interessantes, até são, você fica curiosa pra saber o que vai acontecer com as outras personagens, mas quem meio que determina o futuro delas também é Jojo... então...

Senti uma certa tristeza quando o livro terminou, pois queria continuar acompanhando a vida dessas mulheres. Mas valeu a pena esse tempo que passei com elas. E mais uma vez, palmas para a autora, pois não deve ser nada fácil contar três histórias em uma de um jeito tão legal



A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken - Gaarder e Hagerup

Um livro sobre livros, indicado para jovens leitores mas muito apreciado por qualquer um que goste desse universo, independente da idade ou gosto literário.


A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken


"Nils tem 12 anos e acaba de voltar das férias escolares de verão, passadas em companhia de sua prima Berit, na cidade de Fjærland, interior da Noruega. Para não deixar de se falar, os 2 decidem escrever um diário e remetê-lo de uma cidade a outra pelo correio. 

Já de início, porém, parece haver algo de misterioso no diário de Nils e Berit. Ao comprá-lo numa livraria, Nils conhece uma mulher estranha, alguém que ele e Berit haviam visto de passagem durante as férias. A mulher faz questão de ajudar Nils a comprar o diário - uma esquisitice que ele não deixa de contar à prima já em sua primeira "carta".

Em Fjærland, Berit se põe a segui-la. Diante da casa da mulher, Berit "furta" um pequeno envelope da caixa de correio. Dentro, encontra uma carta vinda da Itália, endereçada a uma certa Bibbi, que menciona um sebo em Roma. O estabelecimento guardaria não apenas livros raros, mas também livros ainda não escritos. E um desses livros se refere a uma certa "biblioteca mágica".

Toda essa história Berit conta a Nils em sua primeira carta. A aventura mal começou, mas o leitor já se vê mergulhado num grande mistério. 

- Quem é Bibbi e que biblioteca mágica é essa? 

É um caso para os pequenos detetives Nils e Berit investigarem a fundo - e tudo aquilo de que o leitor precisa para se divertir pelas páginas restantes. Em A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken, o grande herói é o livro e sua história, numa trama cheia de suspense e aventura."

Jostein Gaarder

"É um escritor, professor de filosofia e intelectual norueguês, autor de romances filosóficos, contos, e histórias. Antes de lançar sua carreira de escritor dava aulas de filosofia na Escola Secundária Pública Fana, na cidade de Bergen.
O seu trabalho mais conhecido é O Mundo de Sofia, publicado em 1991, o qual relata um romance acerca da história da filosofia, cujo enredo gira em torno de uma menina instruída e amparada por um filósofo. Este livro foi traduzido para 53 línguas, existem 40 milhões de cópias impressas, sendo que três milhões delas foram vendidas só na Alemanha. Com isso passa a ter grande renome internacional, fazendo-o, a partir de 1993, se dedicar integralmente à produção literária."

Klaus Hagerup

"É poeta, dramaturgo, encenador, escritor, diretor teatral e autor de livros premiados na Noruega. Escreveu junto com Jostein Gaarder o livro A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken. É filho de Inger Hagerup."


"...tudo o que leio faz o mundo ficar maior, ficando maior eu também."

Um livro sobre um livro

Bom, O Mundo de Sofia foi um dos livros que fez com que eu me tornasse uma leitora e desde então eu adoro todos os livros do Jostein Gaarder. Já li vários livros dele, e todos são encantadores, sempre com uma lição de vida, uma inspiração para adultos e crianças. 

Já não estou mais na idade em que lia as obras dele, mas quando vi esse exemplar na biblioteca não me controlei. Ainda mais por ser um livro que fala de livros e bibliotecas. 

Sim, trata-se de um livro infanto-juvenil. Mas todos sabemos que bons livros só precisam de leitores, sejam eles jovens ou adultos. Além disso, essa história é encantadora demais para deixar de ler só porque não sou mais tão jovem assim.

Mais uma vez, o autor surpreende e consegue escrever um livro dentro do livro, ou contar a história do próprio livro. De alguma forma, enquanto lemos parece que estamos também escrevendo a trama, ou acompanhando seu nascimento. Muito legal!


"Quando leio um livro de que gosto, parece que o que estou lendo faz meus pensamentos saírem voando do livro. De certa forma, o livro não é feito apenas pelas palavras ou pelas figuras que estão no papel, mas também por tudo que invento quando leio."

Assim como em Sofia

O que achei mais interessante nessa história é que ela traz de volta uma característica que foi algo revelador em O Mundo de Sofia: o fato de o personagem se perceber dentro do livro.

O autor volta a usar esse mesmo mecanismo, novamente ele consegue fazer uma reviravolta que coloca os personagens em uma reflexão de quem sou eu e onde estou. Por isso que os personagens do Jostein são tão vivos! Porque essa é a impressão que dá quando eles descobrem o que está acontecendo de verdade na história.

Nem preciso dizer que se você gostou de O Mundo de Sofia vai amar essa outra história, e se você está procurando um livro para presentear um jovem leitor, com seus treze anos, por exemplo, esse é o livro perfeito! A história é intrigante, divertida e cheia de aprendizagem. Se uma adulta gostou, as crianças vão amar!

"É incrível, fantástico, e mágico que as vinte e seis letras do alfabeto possam ser combinadas de tantas maneiras, que elas possam encher com livros estantes gigantescas, levando-nos para um mundo que nunca tem fim e nunca cessará de crescer e se expandir, enquanto na Terra existirem humanos."


E aí, ficou com vontade de ler algum desses? Se tiver algum para me recomendar eu aceito sugestões, adoro livros que falam sobre livros!

  • 7 Comments

O melhor livro da Marian Keyes que eu já li, mas tenho que confessar que quando comecei a ler não me entusiasmou muito. Porém, depois de cerca de cinquenta folhas, passei a amar!


Sinopse

"Em Um bestseller pra chamar de meu, Marian Keys nos traz divertidas histórias dos bastidores do mercado editorial. JOJO Focada e trabalhadora (ralação é com ela mesma), a agente literária Jojo Harvey combina como ninguém um corpitcho de Jessica Rabbit com uma invejável capacidade de raciocínio. Subindo com desenvoltura os degraus do sucesso na escala da fama corporativa, ela está sempre com a retaguarda protegida e os olhos bem atentos às nuvens para não errar o plano de voo, mas... acaba se apaixonando por um de seus chefes. Justamente o casado. LILY Lily Wright, uma das clientes de Jojo, está no sétimo céu graças ao sucesso instantâneo de seu romance de estreia. Só que algumas duvidazinhas irritantes começaram a aparecer em seu horizonte, e ela tem a noção exata de que sua felicidade está construída sobre um terreno instável. Seu segundo romance parece que se nega a sair de sua cabeça, e o prazo de entrega... Bem, vocês sabem. Além disso, já gastou todo o polpudo adiantamento que recebeu, pois Anton, o “amor da minha vida”, convenceu a pobrezinha a comprar a casa de seus sonhos. E, ainda por cima, ela ainda tem de lidar com a culpa pelo que aconteceu com Gemma. GEMMA A fabulosa organizadora de eventos Gemma Hogan era a melhor amiga de Lily... até que a melhor amiga lhe roubou Anton, o também “amor da minha vida”. Cuidando da mãe recém-abandonada pela marido, a vida social de Gemma é uma linha bem horizontal, sem altos nem baixos - uma situação terrível que resulta em e-mails hilários para uma amiga. Com histórias divertidíssimas como as que ela conta em seus textos, a atenção da agente literária Jojo Harvey acaba sendo atraída, e ela aceita Gemma como cliente. Todas elas vão aprender, do jeito mais difícil - e tem outro jeito? -, que a natureza do verdadeiro amor pode surgir de muitas e variadas formas."

Sei quando gosto muito de uma obra quando tenho vontade de ler em outros horários do dia, normalmente leio antes de dormir, mas quando pego o livro pra dar aquela espiadinha enquanto o arroz fica pronto, é porque eu estou amando a leitura!

Eu já gosto da Marian Keyes, a forma como ela escreve sempre me prendeu, mas ultimamente tenho traído ela com a Sophie Kinsella, então esse amor por esse livro foi uma surpresa.

Nessa obra ela conta a história de três mulheres diferentes, e de como as suas vidas estão ligadas pelo universo editorial.

Eu tenho a impressão que essa autora é o contrário de uma sopa, ela começa gelada para depois ir esquentando aos poucos. No começo não quis saber muito da história, no meio do livro me apaixonei, e no final estava fissurada.



De todos os livros da Marian que já li, acho que Melância costumava ser o meu preferido, mas agora, sinto muito, acho que o Bestseller  ocupa esse lugar.

Eu amei a personalidade de Jojo, e foi ela que me fez começar a gostar do livro, a partir do momento em que ela aparece,  está sempre presente nas outras histórias mesmo que indiretamente, então acho que a leitura vale a pena só pela presença dela. Ou seja, ela salva a obra, e na minha opinião, ela é o livro!

Não que as outras histórias não sejam interessantes, até são, você fica curiosa pra saber o que vai acontecer com as outras personagens, mas quem meio que determina o futuro delas também é Jojo... então...


Senti uma certa tristeza quando o livro terminou, pois queria continuar acompanhando a vida dessas mulheres. Mas valeu a pena esse tempo que passei com elas. E mais uma vez, palmas para a autora, pois não deve ser nada fácil contar três histórias em uma de um jeito tão legal!


Bom, terminada essa aventura, agora é seguir para a próxima, pois essa é a magia da literatura, a emoção nunca termina, é só o tempo de dar uma respirada e mergulhar em outras páginas!
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