tenha um bom dia

Algumas coisas que descobri depois de ser mãe e que acho que toda mãe de primeira viagem deveria saber. Se alguém tivesse me falado sobre essas quatro coisinhas antes, os primeiros meses com minha filha teriam sido muito mais fáceis.




São elas:

Aceitar que você vai ter que viver em função do seu filho por um tempo.

Antes da minha filha nascer, eu sonhava em colocar ela naquela cadeirinha que balança na cozinha enquanto eu arrumava as coisas e ela ficava brincando com os brinquedinhos. Eu acreditava que minha vida seria a mesma, apenas teria que carregar um bebê comigo para qualquer lado, como quando estava na barriga.

Mas não é bem assim, a criança, principalmente nos primeiros meses, exigem atenção integral da mãe, e eu digo integral mesmo, não adianta você ficar achando que vai fazer algo enquanto ela estiver dormindo, porque acredite, ela vai acordar em dez minutos.

Quando você já sabe que sua vida será assim, e aceita esse fato, fica muito mais fácil, pois tudo se torna menos frustrante.

Então se você tem esperança que seu filho durma a noite inteira assim que chegar da maternidade, ou acha que vai conseguir comer e ler aquele livro... Eu preciso te alertar que é pouco provável que isso aconteça, pois ninguém fez isso por mim, e eu ficava muito nervosa, achando que eu estava fazendo algo errado ou que minha filha não era normal.

Parece que existem alguns poucos bebês que realmente são anjinhos, que dormem, ficam quietinhos no carrinho para a mãe tomar banho, mas em geral não é bem assim.

Portanto, acredito que se você já vai com a cabeça realista, sabendo que terá que ficar em função do bebê por um tempo, tudo será mais confortável, e se você for a sortuda de ter um bebê anjo, vai ser só lucro, pelo menos você já estava preparada!

Crianças têm fases, e o que você acha horrível agora, e te preocupa muito, vai passar!

Você só sabe o que é ter um filho quando tem um. Então muitas coisas irão te deixar desesperada. Coisas acontecerão que você não vai saber como lidar, coisas inesperadas que ninguém escreveu em blog nenhum, nem em nenhum grupo do facebook. Naquele momento aquilo vai parecer ser a pior coisa da vida, e você vai achar que não vai conseguir superar aquilo.

Mas acredite em mim, vai passar! E você vai até se esquecer de como era terrível.

No meu caso isso aconteceu, entre outras coisas, com a amamentação. Meu peito rachou muito e doía demais para amamentar minha filha, eu achava que não ia conseguir, e me sentia culpada (aquelas coisas de mãe). Mas um dia, o peito se acostumou com a boca do bebê, criou "casca", e a amamentação passou a ser maravilhosa.

Depois teve a fase da criança não dormir, não fazia sonequinha de jeito nenhum, e eu desesperada, junta aí a ideia de que ela iria dormir o tempo todo, portanto consequentemente mais uma frustração, e os pitacos que virão no tópico abaixo, pronto, inferno total. Mas adivinha? Isso também passou! E ela finalmente começou a fazer sonequinha depois do almoço.

A verdade é que mesmo sem saber, você acaba arranjando um jeito de resolver cada situação, você aprende, aprende a ser mãe! E a principal lição que aprendi foi: Tudo passa, por mais horrível que pareça na hora, vai passar!



Cara de alface para conselhos e pitacos intrometidos, e siga seu coração.

Acontece com todas as mães, mas com as de primeira viagem acho que é pior, pois todo mundo se sente no direito de saber mais do que ela.

Cada um fala uma coisa, e não sei porque raios, aquilo entra na nossa cabeça, e aí se constrói mais uma neura, não bastando as tantas que já criamos nós mesmas.

Coisas como: Seu leite é fraco, ele ainda não fala nada?, não pegou chupeta?  afff, chupa chupeta? Faz mal pros dentes, ai meu filho sempre dormiu a noite inteira, acho que ele tá com frio, acho que ele tá com calor, dá mamadeira que ele dorme...

Vou te contar um segredo: Você sabe o que é melhor pro seu filho, não dê ouvidos pra essa gente, não deixem que eles mexam com sua segurança. Tenha fé no seu coração de mãe, como disse, de um jeito ou de outro, você vai arranjar o seu jeito de lidar com cada situação em relação ao seu filho, confie em você mesma!

Quando alguém falar alguma coisa, faça a famosa cara de alface, lembre-se desse post e não deixe de acreditar e seguir seu coração!

Sempre reserve um tempinho pra você, nem que sejam dez minutos.

Essa é uma lição muito importante que eu demorei para aprender, mas que é fundamental. Depois que você se entrega profundamente, de corpo e alma para aquele serzinho que precisa tanto de você, é necessário que você se resgate!

Haverá um tempo em que seu filho vai descobrir que você e ele, são pessoas diferentes, separadas um do outro, e além dele, você também precisa fazer esse processo de diferenciação. Você não pode se perder na maternidade e viver para o seu filho para sempre. No começo sim, eles precisam de nós o tempo inteiro, mas conforme vão crescendo é preciso que nós voltemos à nós.

Por isso, mesmo com toda a correria de vida de mãe, tente arranjar um tempinho para você, nem que seja dez minutinhos, um banho, um vídeo do youtube que você gosta de assistir, um capítulo de um livro... Qualquer coisa que lembre a você que você existe!

Acredite, isso vai ajudar muito a manter sua saúde mental, o que consequentemente será bom para seu filho também.

É isso, gente. Espero que ajude vocês pelo menos um pouquinho. Eu queria muito saber dessas coisas antes, acho que teria sido mais fácil. Mas tem coisas que temos que passar para aprender não é mesmo? Tenho certeza que outras mamães passaram por coisas diferentes e também têm relatos de coisas que gostariam de saber antes do filho nascer.

Enfim, ser mãe é mesmo o maior de todos os aprendizados!

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Suponha que um casal tenha dois filhos, um menino e uma menina. As chances são de que ambos crescerão com cérebros típicos e saudáveis. Mas, se divergirem da rota usual de desenvolvimento do cérebro ou sofrerem problemas de saúde mental, seus caminhos provavelmente serão diferentes.


As diferenças do filho podem aparecer primeiro. Tudo o mais sendo igual, ele tem quatro vezes mais chances do que sua irmã de ser diagnosticado com autismo. Taxas de outras condições de neurodesenvolvimento e deficiências também são maiores em meninos. À medida que ele se torna um jovem, suas chances de desenvolver esquizofrenia serão duas a três vezes maiores do que as dela.

Quando os irmãos atingirem a puberdade, esses riscos relativos mudarão. A irmã terá quase o dobro de probabilidade de sofrer de depressão ou transtorno de ansiedade. Muito mais tarde na vida, ela estará em maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Essas tendências não são regras rígidas e rápidas, é claro: os homens podem sofrer de depressão e Alzheimer; algumas meninas desenvolvem autismo; as mulheres não são imunes à esquizofrenia. Os cérebros masculino e feminino são mais parecidos do que diferentes.

Mas os cientistas estão aprendendo que há mais nesses diferentes perfis de risco do que, digamos, as pressões que as mulheres enfrentam em uma sociedade patriarcal ou o fato de que as mulheres tendem a viver mais, dando tempo para que as doenças do envelhecimento se desenvolvam. Diferenças biológicas sutis entre cérebros e corpos masculinos e femininos são contribuintes importantes.

Para explicar essas diferenças sexuais, existem alguns lugares óbvios para procurar. Os dois cromossomos X da fêmea, para a cópia única do macho, são um. Diferentes hormônios sexuais – principalmente testosterona nos homens e estrogênio nas mulheres – é outra. Mas um crescente corpo de pesquisa aponta para uma influência menos óbvia: as células e moléculas do sistema imunológico.

Os cientistas há muito têm evidências que ligam a atividade imunológica a diferenças e distúrbios cerebrais, mas a ciência de que o sexo acrescenta a essa equação ainda está em desenvolvimento. Até a década passada, os neurocientistas usavam rotineiramente apenas animais machos em seus experimentos, temendo que os ciclos hormonais femininos interferissem nos resultados. Isso acabou sendo muito menos problemático do que se pensava originalmente. Além disso, os cientistas agora sabem que os hormônios em roedores machos podem flutuar tanto – não em um ciclo definido, mas em resposta a fatores como sua posição na hierarquia social de seu grupo de gaiola. Desde 2016, os Institutos Nacionais de Saúde pedem aos requerentes de fundos de pesquisa que usem ambos os sexos ou expliquem por que estão usando apenas um.

Imagem de risco cerebral ao longo da vida O sexo influencia a neurodiversidade e as taxas de transtornos mentais ao longo da vida. Meninos e homens jovens enfrentam risco elevado para várias condições. Durante e após a adolescência, o risco de várias outras condições é maior nas mulheres. Reportagem de A. Dance Em estudos recentes, os neurocientistas descobriram que as células imunes chamadas micróglia funcionam de maneira diferente nos cérebros em desenvolvimento de roedores machos e fêmeas, mesmo na ausência de qualquer infecção. Essas ações microgliais, refletidas em estudos de pessoas, podem predispor os meninos a diferenças e distúrbios neurais no início da vida, especulam os pesquisadores, mas podem protegê-los mais tarde. Os cientistas também identificaram vários genes envolvidos nas respostas imunes que podem ajudar a explicar os riscos aumentados para meninas e mulheres a partir da puberdade. Com o tempo, uma melhor compreensão dessas diferenças pode levar a tratamentos específicos para cada sexo.

“Estamos apenas começando a trabalhar nisso”, diz Justin Bollinger, neurocientista da Universidade de Cincinnati. “É super importante e super triste que, por muito tempo, os pesquisadores tenham achado que os homens eram suficientes, que homens e mulheres agiam da mesma forma, que respondiam às mesmas coisas.”

Imunidade no cérebro em desenvolvimento Uma das primeiras pistas ligando o desenvolvimento do cérebro e as respostas imunes surgiu no final dos anos 1980, quando pesquisadores examinaram registros de nascimento e registros de hospitais psiquiátricos na Finlândia, onde houve uma epidemia de gripe no outono de 1957. Os cientistas descobriram que, se mulheres grávidas tivessem estando no segundo trimestre naquele outono, seus filhos adultos tinham cerca de 50% mais chances de serem internados no hospital com um diagnóstico de esquizofrenia do que os filhos de mulheres que estavam no primeiro ou terceiro trimestre durante a epidemia.

Outros estudos apoiaram essa descoberta, sugerindo que, se o sistema imunológico de uma mulher for chamado para combater uma infecção durante a gravidez, isso pode predispor seus filhos à esquizofrenia. “Isso realmente chamou muita atenção para como o sistema imunológico pode fazer o cérebro em desenvolvimento dar errado”, diz Margaret McCarthy, neurocientista da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore. Enquanto isso, pesquisadores em Nova York documentaram uma variedade de problemas neurológicos em filhos de mães que contraíram rubéola durante um surto de 1964, incluindo uma taxa anormalmente alta de autismo.

Para imitar os efeitos de surtos em populações humanas e investigar possíveis mecanismos, cientistas injetaram em ratos e camundongos grávidos pedaços não infecciosos de bactérias ou vírus. Isso causa uma resposta imune na mãe, que por sua vez influencia a atividade imunológica na prole. Em seguida, os pesquisadores estudam os filhotes depois que nascem.

Sistema imunológico da gestante Quando uma infecção ativa o sistema imunológico de uma mulher grávida, as moléculas que promovem uma resposta imune passam pela placenta para o feto em crescimento, onde podem alterar o cérebro em desenvolvimento. Adaptado de A. Zawadzka ET/AL International Journal of Molecular Sciences 2021 Esses estudos apoiaram a ideia de que a infecção materna afeta o cérebro do bebê. Embora seja difícil dizer se um roedor está apresentando sinais específicos de autismo ou esquizofrenia, os cientistas observam que os filhotes são mais ansiosos e menos sociais do que aqueles nascidos de mães que não tiveram um desafio imunológico.

Os filhotes também têm microglia mais – e mais ativa. Essas células, que compõem 10% do cérebro, são as células imunológicas residentes no órgão: seu trabalho é engolir bactérias, vírus e fungos invasores, bem como consumir o lixo celular normal. Mas eles fazem muito mais do que isso. Microglia também libera substâncias químicas conhecidas como fatores de crescimento para apoiar o cérebro. E durante o desenvolvimento fetal, eles quebram conexões desnecessárias entre as células nervosas, ou até mesmo eliminam completamente as células – ações que esculpem a fiação do cérebro. Se a micróglia for exposta a infecções durante esse período crítico, alguns cientistas sugerem que a escultura pode dar errado e o cérebro pode sofrer consequências de longo prazo.

Até agora, as evidências desses efeitos são mais limitadas em humanos, mas varreduras cerebrais e estudos de autópsia encontraram números incomumente altos de micróglia ativa em pessoas com esquizofrenia ou autismo.

Microglia masculina e feminina O sexo acrescenta outra ruga à ligação entre a micróglia e o desenvolvimento do cérebro: essas células se comportam de maneira diferente em certas partes do cérebro masculino e feminino em desenvolvimento, mesmo quando tudo está indo normalmente.

Veja, por exemplo, as descobertas de McCarthy em 2019 sobre ratos jovens brincando. Brincar em animais jovens é influenciado por uma região do cérebro chamada amígdala, e sabe-se que o efeito da testosterona na amígdala influencia os filhotes machos a brincarem de forma violenta – uma tendência não observada nas fêmeas. Os pesquisadores descobriram que a microglia na amígdala era mais ativa nos homens, devido à exposição à testosterona no útero. A micróglia masculina altamente ativa comeu outro tipo de célula que se desenvolve em células em forma de estrela chamadas astrócitos. “Eles estão basicamente envolvidos em assassinato celular”, diz McCarthy.

Nas mulheres, observaram os cientistas, esses astrócitos sobrevivem e parecem amortecer a ativação das células nervosas da amígdala – e esse amortecimento, por sua vez, parece reduzir a agitação. E quando os pesquisadores usaram um anticorpo para impedir que a microglia matasse os astrócitos relevantes em filhotes machos, os filhotes não brincavam mais. McCarthy diz que os astrócitos, quando presentes, suprimem a atividade dos nervos em tempo real para evitar brincadeiras violentas.

Existem muitas outras maneiras relatadas pelas quais a microglia age de maneira diferente em cérebros típicos de roedores masculinos e femininos em uma idade muito jovem. E essas diferenças podem ter consequências a longo prazo, especialmente se a mãe encontrar uma infecção ou se os cientistas imitarem uma no laboratório. Por exemplo, os autores de um estudo de 2020 analisaram a micróglia na prole adulta de camundongos expostos a uma molécula sintética que imita o material genético de um vírus. Eles se concentraram em uma parte do cérebro chamada giro denteado, uma região envolvida no aprendizado e na memória que normalmente é menor em pessoas com esquizofrenia.

No estudo, camundongos machos nascidos de mães tratadas com o mímico viral apresentaram maior densidade de sinapses – conexões entre células nervosas – do que o típico no giro denteado. Isso era verdade tanto para sinapses excitatórias, onde um neurônio excita a atividade do próximo, quanto para sinapses inibitórias, onde um neurônio amortece a atividade de outro. Nas fêmeas, em contraste, o tratamento de mímica viral resultou em menos sinapses excitatórias e pouca mudança nas inibitórias. Essas mudanças nas proporções de sinapses “ligadas” e “desligadas” têm semelhanças com os desequilíbrios de sinapses observados na esquizofrenia humana e, além disso, sugerem que o padrão difere entre homens e mulheres.

Com base nesta e em outras pesquisas, a hipótese de trabalho é que a ativação imune no cérebro, muito cedo na vida, altera a microglia e de alguma forma “prepara” o cérebro para as diferenças que surgem mais tarde. Exatamente como isso pode funcionar não está claro, diz Jaclyn Schwarz, neurocientista da Universidade de Delaware em Newark. Uma possibilidade é que a microglia nos machos, distraída por uma infecção, pule parte do trabalho de poda que normalmente faz durante o desenvolvimento fetal. Alternativamente, ela especula, talvez a micróglia masculina se torne hiperativa a longo prazo, eliminando muitas conexões neurais à medida que o cérebro continua a se desenvolver durante a infância, na adolescência e na idade adulta.

Em adolescentes humanos, o padrão geral de diferenças sexuais em doenças mentais se inverte. Mulheres e meninas adolescentes são mais suscetíveis a transtornos de humor como depressão e ansiedade, que têm menos a ver com a fiação do cérebro durante o desenvolvimento e mais a ver com processos químicos em andamento dentro do cérebro, diz Schwarz.

O cérebro não é o único lugar onde o sistema imunológico difere por sexo: as mulheres frequentemente apresentam uma resposta imune mais forte às infecções do que os homens. Quando os neurocientistas estudavam apenas roedores machos, os imunologistas, por outro lado, geralmente se concentravam nas fêmeas e suas células porque oferecem uma resposta mais robusta, diz Natalie Tronson, neurocientista comportamental da Universidade de Michigan em Ann Arbor. As mulheres pagam um preço por essa resposta poderosa com uma taxa mais alta de condições autoimunes como o lúpus.

Os pesquisadores analisaram os genes ativados e desativados no tecido cerebral de pessoas que tiveram depressão e descobriram que os padrões de uso de genes diferem por sexo. “O que está acontecendo no cérebro de um homem ou mulher com depressão é muito diferente”, diz Georgia Hodes, neurocientista da Virginia Tech em Blacksburg e coautora dessa pesquisa. Um padrão que eles observaram nas mulheres são as mudanças na atividade dos genes envolvidos na inflamação, um mecanismo imunológico chave.

A inflamação cerebral também está intimamente ligada à doença de Alzheimer, e as influências sexuais também correm o risco: os primeiros sintomas geralmente surgem na faixa dos 60 anos e as mulheres são mais propensas do que os homens a serem diagnosticadas. Em um estudo de 2021, Marina Sirota, bioinformática da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e colegas examinaram quais genes foram ativados ou desativados no cérebro de pessoas que morreram com Alzheimer. Eles descobriram alterações na atividade genética que influenciariam a atividade imunológica em mulheres que tinham Alzheimer em comparação com mulheres que não tinham. Eles não viam tal diferença nos homens.

Sirota diz que há mais trabalho a fazer para entender por que esses padrões genéticos mudam nas mulheres e como eles podem influenciar o curso da demência. (Acontece que integrar esses dados complexos de imunidade é sua especialidade; ela recentemente escreveu uma revisão sobre o tópico para a Revisão Anual da Ciência de Dados Biomédicos.) Quanto aos homens mais velhos, a micróglia que pode causar risco aumentado durante o desenvolvimento pode acabar sendo ser benéfico na velhice. Outro estudo do tecido cerebral de pessoas com Alzheimer descobriu que a micróglia dos cérebros dos homens era mais propensa a adotar uma forma de ameba, associada à atividade protetora, do que a micróglia das mulheres.

Estudos com camundongos indicam que existem diferenças mesmo entre cérebros saudáveis de homens e mulheres à medida que os animais envelhecem. Cientistas liderados por Bill Freeman, neurocientista da Fundação de Pesquisa Médica de Oklahoma, em Oklahoma City, examinaram os padrões de atividade genética e proteínas no cérebro de camundongos de dois anos de idade (uma idade avançada para um camundongo). Eles observaram que, embora a inflamação aumentasse com a idade no cérebro de ambos os sexos, a mudança era mais proeminente nas mulheres.

Assim, enquanto os estudos dos homens apontam para a microglia como os principais atores tanto no risco inicial quanto na proteção posterior, a situação nas mulheres parece envolver uma série de genes imunológicos que podem influenciar o risco de inflamação, transtornos do humor e demência em um futuro que ainda está por vir. maneira ser compreendida.

Um passo em direção à equidade em saúde Os cientistas podem apenas especular sobre por que essas diferenças evoluíram, mas muitos apontam para o simples fato de que as fêmeas engravidam. O sistema imunológico da mãe não deve atacar o feto, mesmo que seja geneticamente diferente de seu próprio corpo. Assim, a gravidez causa uma série de alterações na imunidade, algumas das quais abafam o sistema imunológico da mãe, tornando-a mais propensa a doenças graves de algumas infecções, como COVID-19 e varicela.

“Os homens não parecem ter essa flexibilidade em seu sistema imunológico”, diz Hodes. “Eles sempre têm as mesmas respostas imunológicas ao longo da vida, com algumas mudanças no envelhecimento”. Mas a flexibilidade imunológica feminina – necessária para proteger o feto – pode ter um custo para o cérebro feminino.

Ninguém está projetando pílulas rosa e azuis ainda. Mas catalogar essas diferenças é um primeiro passo importante para entender como o sexo, o cérebro e o sistema imunológico interagem na saúde e na doença. Chegar à raiz dessas diferenças e, finalmente, desenvolver tratamentos diferentes para pessoas diferentes é crucial para alcançar a equidade na saúde.

“Estamos tentando entender a biologia, estamos tentando melhorar a saúde”, diz Freeman. “Isso significa entender a diversidade de nossa espécie humana.”


Fonte: Sex, Immunity, and the Brain (brainfacts.org)

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Pode ser melhor deixar uma febre leve seguir seu curso em vez de buscar automaticamente a medicação, sugere uma nova pesquisa da Universidade de Alberta.

Os pesquisadores descobriram que a febre moderada não tratada ajudou os peixes a limpar rapidamente seus corpos de infecções, controlou a inflamação e reparou tecidos danificados. "Deixamos a natureza fazer o que a natureza faz e, neste caso, foi uma coisa muito positiva", diz o imunologista Daniel Barreda, principal autor do estudo e professor adjunto da Faculdade de Ciências Agrícolas, Biológicas e Ambientais e da Faculdade de Ciência.

A febre moderada é auto-resolvente, o que significa que o corpo pode induzi-la e eliminá-la naturalmente sem medicação, explica Barreda. As vantagens para a saúde da febre natural para os humanos ainda precisam ser confirmadas por meio de pesquisas, mas os pesquisadores dizem que, como os mecanismos que conduzem e sustentam a febre são compartilhados entre os animais, é razoável esperar que benefícios semelhantes aconteçam em humanos.

Isso sugere que devemos resistir a buscar medicamentos para febre sem receita, também conhecidos como anti-inflamatórios não esteróides, aos primeiros sinais de temperatura amena, diz ele. "Eles eliminam o desconforto sentido com a febre, mas você provavelmente também está perdendo alguns dos benefícios dessa resposta natural".

O estudo ajuda a esclarecer os mecanismos que contribuem para os benefícios da febre moderada, que Barreda observa ter sido conservada evolutivamente em todo o reino animal por 550 milhões de anos. "Todo animal examinado tem essa resposta biológica à infecção."

Para o estudo, os peixes receberam uma infecção bacteriana e seu comportamento foi rastreado e avaliado usando aprendizado de máquina. Os sintomas externos foram semelhantes aos observados em humanos com febre, incluindo imobilidade, fadiga e mal-estar. Estes foram então combinados com importantes mecanismos imunológicos dentro dos animais.

A pesquisa mostrou que a febre natural oferece uma resposta integrativa que não apenas ativa as defesas contra a infecção, mas também ajuda a controlá-la. não é permitido exercer febre. A febre também ajudou a interromper a inflamação e reparar o tecido lesionado.

"Nosso objetivo é determinar a melhor forma de aproveitar nossos avanços médicos enquanto continuamos a aproveitar os benefícios dos mecanismos naturais de imunidade", diz Barreda.


fonte: Mild fever helps clear infections faster, new study suggests: Research on fish shows waiting before reaching for medications may be beneficial for humans -- ScienceDaily

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Entregar um dispositivo digital a uma criança em idade pré-escolar para acalmar pode levar a piores desafios de comportamento no futuro, sugerem novas descobertas.

O uso frequente de dispositivos como smartphones e tablets para acalmar crianças chateadas de 3 a 5 anos foi associado ao aumento da desregulação emocional, principalmente em meninos, de acordo com um estudo da Michigan Medicine no JAMA Pediatrics.

"Usar dispositivos móveis para acalmar uma criança pequena pode parecer uma ferramenta inofensiva e temporária para reduzir o estresse em casa, mas pode haver consequências de longo prazo se for uma estratégia calmante regular", disse a principal autora Jenny Radesky, M.D. , um pediatra de desenvolvimento comportamental do Hospital Infantil C.S. Mott da University of Michigan Health.

“Particularmente na primeira infância, os dispositivos podem deslocar as oportunidades de desenvolvimento de métodos independentes e alternativos de autorregulação”.

O estudo incluiu 422 pais e 422 crianças de 3 a 5 anos que participaram entre agosto de 2018 e janeiro de 2020, antes do início da pandemia de COVID-19. Os pesquisadores analisaram as respostas dos pais e cuidadores à frequência com que usaram dispositivos como uma ferramenta calmante e associações a sintomas de reatividade emocional ou desregulação durante um período de seis meses.

Sinais de aumento da desregulação podem incluir mudanças rápidas entre tristeza e excitação, uma mudança repentina de humor ou sentimentos e impulsividade aumentada.

Os resultados sugerem que a associação entre dispositivos calmantes e consequências emocionais foi particularmente alta entre meninos e crianças que já podem experimentar hiperatividade, impulsividade e um temperamento forte que os torna mais propensos a reagir intensamente a sentimentos como raiva, frustração e tristeza.

“Nossas descobertas sugerem que o uso de dispositivos como forma de apaziguar crianças agitadas pode ser especialmente problemático para aquelas que já lutam com habilidades de enfrentamento emocional”, disse Radesky.

Ela observa que o período da pré-escola ao jardim de infância é um estágio de desenvolvimento em que as crianças podem ter maior probabilidade de exibir comportamentos difíceis, como acessos de raiva, desafio e emoções intensas. Isso pode tornar ainda mais tentador usar dispositivos como estratégia parental.

"Os cuidadores podem experimentar alívio imediato do uso de dispositivos se reduzirem de forma rápida e eficaz os comportamentos negativos e desafiadores das crianças", diz Radesky. “Isso é gratificante para pais e filhos e pode motivá-los a manter esse ciclo.

"O hábito de usar dispositivos para lidar com comportamentos difíceis se fortalece com o tempo, à medida que as demandas da mídia infantil também se fortalecem. Quanto mais os dispositivos são usados, menos conseguem usar outras estratégias de enfrentamento".

Métodos calmantes alternativos podem ajudar a desenvolver habilidades de regulação emocional

Radesky, que é mãe de dois filhos, reconhece que há momentos em que os pais podem usar dispositivos estrategicamente para distrair as crianças, como durante viagens ou multitarefas no trabalho. Embora o uso ocasional de mídia para ocupar as crianças seja esperado e realista, é importante que não se torne uma ferramenta calmante primária ou regular.

O profissional de saúde pediátrica também deve iniciar conversas com pais e cuidadores sobre o uso de dispositivos com crianças pequenas e incentivar métodos alternativos de regulação emocional, diz ela.

Entre as soluções, Radesky recomenda quando os pais são tentados a recorrer a um dispositivo.

Técnicas sensoriais: as crianças pequenas têm seus próprios perfis únicos de quais tipos de informações sensoriais as acalmam. Isso pode incluir balançar, abraçar ou pressionar, pular em um trampolim, espremer massa nas mãos, ouvir música ou olhar para um livro ou frasco de brilho. Se você perceber que seu filho está ficando impaciente, canalize essa energia em movimentos corporais ou abordagens sensoriais.

Nomeie a emoção e o que fazer a respeito: quando os pais rotulam o que acham que seu filho está sentindo, ambos ajudam a criança a conectar a linguagem aos estados de sentimento, mas também mostram à criança que eles são compreendidos. Quanto mais os pais ficarem calmos, eles poderão mostrar às crianças que as emoções são "mencionáveis e administráveis", como costumava dizer Mister Rogers.

Use zonas coloridas: quando as crianças são pequenas, elas têm dificuldade em pensar em conceitos abstratos e complicados, como emoções. As zonas de cores (azul para entediado, verde para calmo, amarelo para ansioso/agitado, vermelho para explosivo) são mais fáceis de entender para as crianças e podem ser transformadas em um guia visual mantido na geladeira e ajudam as crianças a pintar uma imagem mental de como seu cérebro e corpo estão sentindo. Os pais podem usar essas zonas coloridas em momentos desafiadores ("você está ficando irritado na zona amarela - o que você pode fazer para voltar ao verde?")

Ofereça comportamentos de substituição: as crianças podem mostrar alguns comportamentos bastante negativos quando estão chateadas, e é um instinto normal querer que isso pare. Mas esses comportamentos estão comunicando emoções - portanto, as crianças podem precisar aprender um comportamento substituto mais seguro ou de solução de problemas. Isso pode incluir o ensino de uma estratégia sensorial ("bater machuca as pessoas; você pode bater neste travesseiro") ou uma comunicação mais clara ("se você quer minha atenção, apenas bata no meu braço e diga 'com licença, mãe'").

Os pais também podem evitar acessos de raiva relacionados à tecnologia definindo cronômetros, dando às crianças expectativas claras de quando e onde os dispositivos podem ser usados e usando aplicativos ou serviços de vídeo que tenham pontos de parada claros e não apenas reproduzam automaticamente ou deixem a criança continuar rolando .

Quando as crianças estão calmas, os cuidadores também têm a oportunidade de ensinar habilidades de enfrentamento emocional, diz Radesky. Por exemplo, eles podem conversar com eles sobre como seu bichinho de pelúcia favorito pode estar se sentindo e como eles lidam com suas grandes emoções e se acalmam. Esse tipo de discussão lúdica usa a linguagem das crianças e ressoa com elas.

"Todas essas soluções ajudam as crianças a se entenderem melhor e a se sentirem mais competentes para administrar seus sentimentos", disse Radesky. “É preciso repetição por parte de um cuidador que também precisa tentar manter a calma e não reagir exageradamente às emoções da criança, mas ajuda a desenvolver habilidades de regulação emocional que duram a vida toda.

"Em contraste, usar um distrator como um dispositivo móvel não ensina uma habilidade - apenas distrai a criança de como ela está se sentindo. As crianças que não desenvolvem essas habilidades na primeira infância têm maior probabilidade de brigar quando estressadas na escola ou com colegas à medida que envelhecem."


Fonte: Frequently using digital devices to soothe young children may backfire -- ScienceDaily

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Não existe nada pior para uma mãe do que ver sua criança doente. As noites em claro, o choro contínuo, aquela molezinha de dar dó, e a preocupação gigante.



Já falei antes aqui que imaginação de mãe é pior do que as de crianças de quatro anos, conseguimos imaginar tudo quanto é vírus marciano quando nosso bebê tá doente e não sabemos o que é!

Acho que o pior de tudo, pelo menos pra mim, é não saber o que está acontecendo, se é a garganta, o ouvido, ou o vírus marciano. Depois que levo no médico e ele me diz o que está havendo, pronto, me acalmo e começo a medicar sabendo que tudo vai melhorar.

Por isso, esse negócio de ter que esperar três dias de febre pra levar ao médico me deixa louca. Mas agora, com alguns anos de experiência, já consigo ficar mais calma. Mas a noite sem dormir ainda me mata. É a pior parte pra mim.

Se seu filho ainda é bebê e fica muito doente, saiba que quando crescem as coisas vão melhorando, principalmente se ele frequenta escolinha ou creche, mas conforme o sistema imunológico amadurece eles vão ficando mais fortes e as gripes mais fraquinhas.

Algumas dicas para quando seu filho ficar doente

Não se desespere

Falo isso porque era a primeira coisa que acontecia comigo, bebê doente e mamãe em pânico! Mas sabe aquele negócio dos aviões? Coloque a máscara primeiro em você, e depois na criança. Então você precisa ficar calma para passar tranquilidade pra criança e conseguir pensar direito.

O real estado da criança

Verifique o real estado da criança, ela está com febre? vomitou? Dá para esperar ou é melhor ir logo para o pronto atendimento? Já ficou assim antes alguma vez? Você vai ver que com o tempo já vai saber quando deve ou não levar seu filho ao médico. E em caso de dúvida, leve e pronto.

Manhoso ou brincalhão

Saiba que sua criança vai ficar mais manhosa, não tem jeito. Quando os adultos ficam doentes já ficam manhosos imagina as crianças. Não sei o que é pior, os manhosos ou os que não param de brincar e pular nem doentes! Eles precisam descansar, mas muitos nem com a perna quebrada ficam parados. O jeito é distrair, tanto pro manhoso quanto pro agitado, brinquedos que dê pra usar na cama, que distraiam mas não agitem muito.

Médico

Se você tem um médico de confiança, que já conhece seu filho e as vezes até os irmãos, vale a pena pedir o número de celular, alguns já usam até whatsapp. Mas não vão ficar ligando pro pediatra a cada espirro que seu filho dá, vocês sabem. Porém, na hora de conseguir um encaixe ou tirar uma dúvida ajuda muito.

Mãe que trabalha

Isso também é cruel, quando a mãe tem que trabalhar e deixar a criança doente em casa, ou na creche, o que é pior. Mas se você tem que sair e não tem jeito, é melhor aceitar. Deixe seu filho com pessoas que confie para não ficar com a cabeça na criança enquanto trabalha. Deixe tudo em ordem antes de ir trabalhar, para não ficar ligando o tempo todo porque esqueceu disso ou daquilo. E procure ficar tranquila porque notícia ruim chega logo, se algo acontecer vão te ligar, então trabalhe sossegada.

E vamos tentar prevenir o máximo que pudermos né? As vacinas são importantes, não levar pra brincar se souber que o amiguinho tá doente, lavar sempre as mãos e boa alimentação... De resto não tem muito o que fazer!

Se seu filho está doente agora, sinta-se abraçada, sei que está precisando.







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A verdade é que durante muitos anos as mulheres não tinham coragem de dizer que estavam insatisfeitas com sua vida de mãe, não que se arrependessem ou algo assim, mas simplesmente que ser mãe não é tão fácil e maravilhoso como a mídia e a sociedade propõem.



Ultimamente muito tem se falado então sobre a verdade em relação à maternidade, principalmente em relação ao puerpério, um dos momentos mais difíceis para as mamães.

Acredito que o fato de as mulheres estarem cada vez mais impondo suas forças, se colocando frente aos desafios de existir em uma sociedade que ainda tem um pensamento quase medieval, está ajudando a fazer com que as mães se libertem!
Empoderamento feminino
Fico muito feliz em ver que o "feminismo" está conseguindo seu espaço nas redes sociais, e tenho esperanças que consigamos mesmo acabar com a cultura do estupro e com o machismo que encontramos até mesmo em outras mulheres.

Todo esse movimento pode fazer muito bem à nossa sociedade, pois dessa forma teremos famílias mais unidas, mais fortes, com mais amor, e consequentemente uma comunidade mais amorosa, com menos violência.

Sem machismo, teremos igualdade, teremos homens e mulheres criando as crianças, teremos meninos e meninas dividindo os brinquedos, sem julgamentos, e uma criação assim só pode transformas nosso mundo em lugar melhor.
Maternidade idealizada
A novela mostra lá as mamães muito felizes com seus filhos que dormem a noite inteira, que não tem dificuldade pra amamentar, e o papai alegre jogando futebol com o menininho...

Aí, as mulheres que já cresceram acreditando nesse ser mágico e ilusório que é o príncipe encantado, acreditam também nessa baboseira, e quando chega sua vez de ser mãe, percebem que não está sendo muito parecido com a novela. Ela conclui então, que deve ser uma péssima mãe, e que só com ela que é assim, portanto ela deve colocar um sorriso amarelo na cara e fingir que está tudo bem.

Porém, por trás desse sorriso feliz está uma mãe cansada, estressada, que não aguenta mais seus filhos "mau educados" que não sei porque diabos não são bonzinhos como as crianças da novela, e o que ela faz? Bate! Passando pra frente um sentimento de frustração e ódio, e um ciclo de violência que provavelmente irá se repetir na próxima geração.

Por isso é importante falarmos a verdade sobre a maternidade. Não estou dizendo que é tudo horrível e que ninguém deveria ser mãe, pelo contrário, é maravilhoso, mas é real! Assim como a realidade da vida, existem muitas dificuldades!

É importante que as mães saibam que não estão sozinhas, que elas não são péssimas mães só porque sua criança não é como aquela da novela. Nem todos os bebês dormem bem, nem todas as mulheres tem facilidade para amamentar, crianças de dois anos fazem muita birra, educar não é nada fácil, e bater só piora as coisas!


Existe uma ilusão de que ser mãe é a melhor coisa do mundo, o que acaba sendo algo muito generalista, pois nem sempre o que é bom pra uma pessoa é para todas as outras também.

Eu tenho a impressão que de alguma forma a sociedade enxerga a mulher como fadada a maternidade, e isso tem me incomodado muito ultimamente.

Vejo mulheres julgando outras mulheres porque essas dizem que não é tão legal assim ser mãe, ou porque dizem que simplesmente não querem ter filhos.

Confesso que eu era uma dessas mulheres julgadoras, mas depois que minha filha nasceu e eu descobri de verdade o que é ser mãe, meus preconceitos saíram de mim junto com a placenta.

Eu achava que aquela mulher que dizia não querer filhos estava ou mentindo para si mesma ou simplesmente não poderia ter e dizia isso para não se sentir mal. Mas hoje percebo que ter filhos pode ser uma escolha, como todas as outras que fazemos na vida.

Acredito que antigamente as mulheres não podiam ser muita coisa além de dona de casa, então ser mãe poderia mesmo ser a melhor coisa que aconteceria em suas vidas. Mas hoje em dia, a mulher pode ser o que ela quiser, portanto com certeza a maternidade não tem que ser a melhor de todas as suas realizações.

No meu caso, acho que se não tivesse sido mãe provavelmente seria frustrada e infeliz, pois tinha isso como objetivo na vida, mas também seria tão triste quanto se não tivesse feito curso superior, pois era algo que também almejava muito. No entanto, muitas mulheres não precisam de um curso superior para ser feliz, assim como não precisam ser mães. Agora eu entendo isso.

Devemos respeitar as escolhas de cada uma, e acho legítimo que algumas mulheres não queiram ter filhos, que prefiram crescer na carreira, ou viver a vida viajando, seja o que for, ninguém deve estar fadado a nada nos dias de hoje. Temos tantas opções, por que se prender a um pensamento que parece ser imposto às mulheres desde pequenas por uma sociedade que não consegue se livrar de todo esse machismo e preconceito?

Ser mãe pode mesmo não ser a melhor coisa do mundo para muitas pessoas, pois não é tão simples como a maioria das pessoas acredita que é. Muitas vezes por essa exigência da sociedade, as mulheres acabam sofrendo, se obrigando a dar à luz e a criar filhos com toda a alegria, quando na verdade não era nada disso que ela queria.

Acho um absurdo que mulheres que optam pela carreira sejam vítimas de olhares preconceituosos (talvez invejosos) de outras mulheres, sendo essas mães ou não. É a velha história de cada um mandar em seu corpo, e saber o que quer fazer com ele, e ninguém tem nada a ver com isso.

Sendo assim, deixo aqui essa minha reflexão, meio revoltadinha, de que muitas coisas podem ser "a melhor coisa da vida", inclusive ser mãe. Inclusive!
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Aquela criança tão linda, que era uma fofurinha, tão boazinha e obediente. Sorria pra todo mundo, adorava tudo o que a mamãe fazia. Agora fecha a cara e contraria! Ela não sabe o que quer, mas mesmo assim fala que não, não importa como é, só não pode ser do jeito que você quer!



Faz parte do desenvolvimento, se descobrir como pessoa, pra saber que eu não sou como você, tenho que ser diferente, por isso tudo a criança de dois anos contraria, só porque ela quer saber quem é ela, quer saber que é capaz de fazer as coisas sozinha. E isso é tão mágico, ver seu filho crescer, se desenvolver de forma normal.

O que acontece  é que essa criança ainda não conhece seus sentimentos, e eles estão à tona aos dois anos, só que elas não sabem lidar com eles, principalmente a frustração, que é tão difícil até para os adultos, então o que elas fazem? O que chamamos de birra! Mas nada mais é do que a expressão do sentimento de insatisfação. Cabe aos adultos ensinar à essa criança a forma correta de lidar com esse e os demais sentimentos que ela ainda não entende.

Acredito que essa seja a maior missão dos pais, e a mais difícil! Pois esse aprendizado é algo que esse serzinho vai levar para a vida inteira. Se hoje você é um adulto que lida bem com seus sentimentos, pode ter certeza que quando você era uma criança de dois anos, alguém te ensinou a como fazer isso, de alguma forma, não existem regras ou método, mas a paciência é essencial.

Pense nisso quando ver uma criança se jogando no chão, esperneando, fazendo birra, ela só não sabe como expressar o que está sentindo de outra forma. Não julgue os pais, essa fase é difícil para ambos.

E convenhamos, quem nunca quis se jogar no chão e chorar com uma grande frustração? Já vi muito adulto espernear!


 Como lidar com adolescentes com base na teoria dos "terríveis dois"

Já vou logo dizendo que não tenho filhos adolescentes, no máximo uma sobrinha. Mas tenho uma filha de dois anos, na fase conhecida como "adolescência dos bebês".

Então fiquei pensando, tem tanta teoria e dicas para você lidar com as birras da sua criança pequena, por que não tentar aplicá-las com outra geração em crise?

As crianças pequenas são como adolescentes, estão se tornando independentes, querem fazer tudo sozinhas, já acham que sabem tudo, e se interessam mais pelos amiguinhos do que pelos pais.

Gente, é muito igual! A diferença é que a criança de dois anos, não sabe se expressar direito ainda, então acaba fazendo birra, se jogando no chão, gritando. Se espera que na adolescência a pessoa já consiga lidar melhor com o sentimento de frustração. Mas uma coisa é bom saber, se você não ensinar seu filho a lidar com o desprazer aos dois, aos quinze é bem capaz dele se jogar no chão também.

Muitas vezes não fazem isso literalmente, mas entram no mundo sombrio das drogas, bebem além da conta devido o fim de um namoro por exemplo, podendo chegar à extremos sobre os quais não quero nem falar, e que também levam outros fatores em consideração.
Mas vamos ao que interessa.

Algumas dicas para lidar com crianças pequenas que também podem ser usadas com os adolescentes: ser coerente em relação às regras, não aplicar castigos mas consequências, expressar os sentimentos, dar atenção e passar tempo de qualidade...
Nossa, é tanta coisa! Mas acho que vou ficar só com essas por enquanto.

Ser coerente em relação às regras

Ah, isso vale para todas as idades. Se você diz que na hora do jantar não pode haver celular na mesa, tem que ser coerente, nem você ou seu marido usa o celular na mesa nem o jovem, e nem tem exceção porque naquele dia vai ter "live dos bts bem nessa hora". O mesmo vale pra galinha pintadinha!

Não aplicar castigo, mas consequências

A moda agora é que não se pode mais deixar a criança pequena sentada na cadeira pensando, claro que cada pai toma as decisões sobre seus filhos, mas os psicólogos indicam que você mostre à eles as consequências dos seus atos para que lidem com elas, como acontece na vida de qualquer um e vai acontecer na vida deles quando crescerem também.

Acho que para os adolescentes essa dica até cabe mais, pois acho mais difícil impor um castigo para alguém de quinze do que para alguém de dois e meio. Enfim, o importante é que seu filho lide com os efeitos de seus comportamentos. Se por exemplo não estudou para a prova, vai ter uma nota ruim e ficar para exame, portanto não vai poder ir à "baladinha da Lê Pimentel" porque vai ter que estudar!

Expressar os sentimentos

Como disse antes, as crianças de dois anos fazem birra porque ainda não sabem falar direito, ainda não conhecem seus sentimentos e não consegue expressá-los. No caso dos adolescentes, eles já conhecem os sentimentos, mas será que sabem falar sobre eles? Será que conseguem lidar com eles? Essa é uma capacidade muito importante até para os adultos, chama-se "inteligência emocional". Então acredito que vale a pena, conversar com seu jovenzinho e ensiná-lo a se expressar e lidar com as frustrações e tristezas da vida. Deixe-o saber que você estará sempre lá para ajudá-lo.

Dar atenção e passar tempo de qualidade

As crianças sempre querem a atenção dos pais, mas se tem um amiguinho pra brincar não olham nem na sua cara! Igual o adolescente que não quer mais aquele beijo pra entrar na escola (nem querem que o levem na escola), mas não pensem que eles não querem atenção! Lógico que querem. Quantas vezes seu filho vem falar com você sobre o "David de Aráujo Melo" e você está ocupada demais para se interessar pelo "novo aplicativo dele que faz trocar o seu rosto com o do cachorro"? Aí quando você quer falar com ele, lá está o abençoado grudado no celular que nem te escuta. Ô esperteza, ele tá vendo o vídeo do cachorro sobre o qual QUERIA falar com você... e você estava ocupada!

Então é isso, o adolescente precisa de atenção, todos já disseram que o diálogo na adolescência é muito importante, e é verdade. Não perca a oportunidade de conversar com seu filho, ele vai adorar ver que você tem interesse no "tênis novo da Patrícia de Carvalho", e no vídeo que o "Grilo postou no tiktok"!

Ah! Esqueci de uma dica importante: Sempre que possível evite o confronto com um ser humano "em crise", seja uma criança nos "Terríveis dois", ou seja um jovem nos "Terríveis quinze", pois bater de frente com eles pode ser desastroso! Acredite, o diálogo é sempre o melhor caminho...

Como disse, não tenho filho adolescente, então se isso der certo com você, ou se pelo menos concordar com a semelhança entre as duas fases, me avise!


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