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 A conexão entre alimentação e saúde mental é um tópico cada vez mais relevante e estudado. O que comemos não afeta apenas nossa saúde física, mas também desempenha um papel crucial na nossa saúde mental. Uma dieta equilibrada pode contribuir significativamente para a estabilidade emocional, a clareza mental e a redução do risco de distúrbios mentais. Neste artigo, vamos explorar o papel da alimentação na saúde mental e destacar 10 alimentos que são verdadeiros aliados do cérebro.

A Importância da Alimentação na Saúde Mental

A relação entre alimentação e saúde mental é complexa e multifacetada. Uma dieta saudável não é apenas benéfica para o nosso corpo, mas também para o nosso cérebro. Aqui estão algumas maneiras pelas quais a alimentação desempenha um papel importante na nossa saúde mental:
  1. Nutrientes Essenciais: O cérebro requer uma variedade de nutrientes para funcionar corretamente, incluindo vitaminas, minerais, antioxidantes e ácidos graxos. Uma alimentação equilibrada fornece esses nutrientes essenciais.
  2. Equilíbrio Químico: A alimentação afeta os níveis de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que desempenham um papel fundamental no nosso humor e bem-estar emocional.
  3. Inflamação e Estresse Oxidativo: Dietas ricas em alimentos processados e açúcares podem causar inflamação e estresse oxidativo no cérebro, que estão ligados a distúrbios mentais.
  4. Microbioma Intestinal: A saúde do intestino está diretamente ligada à saúde mental. Uma dieta saudável promove um microbioma intestinal equilibrado, o que pode afetar positivamente o cérebro.

Agora, vamos explorar 10 alimentos que são conhecidos por beneficiar o cérebro e promover a saúde mental.

1. Peixes Oleosos

Peixes como salmão, truta e sardinha são ricos em ácidos graxos ômega-3. Esses ácidos graxos desempenham um papel importante na saúde cerebral, ajudando a reduzir a inflamação e melhorar a comunicação entre as células cerebrais.

2. Nozes e Sementes

Nozes, amêndoas, chia e linhaça são fontes de ácidos graxos ômega-3 e antioxidantes. Eles podem melhorar a função cognitiva e proteger o cérebro contra danos oxidativos.

3. Vegetais de Folhas Verdes

Vegetais como espinafre, couve e rúcula são ricos em folato, vitamina K e antioxidantes. Esses nutrientes estão ligados a um menor risco de declínio cognitivo.

4. Mirtilos

Os mirtilos são ricos em antioxidantes, que podem ajudar a melhorar a memória e a função cerebral, além de reduzir o estresse oxidativo.

5. Abacate

O abacate é uma excelente fonte de gorduras saudáveis, que são essenciais para a saúde cerebral. Além disso, contém vitamina K e folato.

6. Ovos

Os ovos são ricos em colina, um nutriente importante para a função cerebral, incluindo a memória e a regulação do humor.

7. Cúrcuma

A cúrcuma contém curcumina, um composto com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que podem beneficiar a saúde mental.

8. Chocolate Amargo

O chocolate amargo contém flavonoides que podem melhorar o fluxo sanguíneo cerebral e a cognição. Consuma com moderação.

9. Aveia

A aveia é uma excelente fonte de fibras e é conhecida por estabilizar os níveis de açúcar no sangue, o que pode afetar positivamente o humor.

10. Chá Verde

O chá verde contém compostos como a L-teanina, que podem melhorar a concentração e o estado de alerta.

Embora esses alimentos sejam benéficos para a saúde mental, é importante lembrar que uma dieta equilibrada e variada é a chave para fornecer ao cérebro todos os nutrientes de que precisa. Além disso, consulte sempre um profissional de saúde antes de fazer grandes mudanças na sua dieta, especialmente se estiver lidando com problemas de saúde mental. A alimentação é apenas um aspecto do cuidado com a saúde mental, que também inclui sono adequado, exercícios e apoio emocional. Portanto, cuide de si mesmo de maneira abrangente para promover um cérebro e uma mente saudáveis.

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Muitas vezes ouvimos falar sobre pessoas que se sentem mais tristes ou deprimidas durante os meses mais frios do ano. Mas será que há realmente uma ligação entre o clima frio e a depressão? Neste artigo, vamos explorar essa questão e examinar os possíveis fatores que podem contribuir para a sensação de tristeza durante o inverno. Vamos desvendar a verdade por trás do mito e oferecer dicas sobre como lidar com as oscilações de humor no clima frio.

A influência da luz solar: A falta de exposição à luz solar durante os meses de inverno pode afetar significativamente o nosso humor. A redução da luz solar pode afetar negativamente a produção de serotonina, um neurotransmissor responsável pela regulação do humor. Discutiremos estratégias para compensar a falta de luz solar e melhorar o bem-estar mental.

O papel da vitamina D: A vitamina D, conhecida como a vitamina do sol, desempenha um papel crucial na saúde mental. Durante os meses mais frios, quando passamos menos tempo ao ar livre, nossos níveis de vitamina D podem diminuir. Exploraremos como a deficiência de vitamina D pode contribuir para a depressão e sugeriremos fontes alternativas de suplementação.

Mudanças nos ritmos circadianos: A mudança nos ritmos circadianos, que regulam nosso ciclo de sono-vigília, pode ocorrer devido à redução da luz solar durante o inverno. Vamos discutir como essas alterações podem afetar o humor e fornecer dicas para manter um ritmo circadiano saudável, mesmo durante os meses mais frios.

Isolamento social: Durante o inverno, é comum que as pessoas se sintam mais isoladas devido às condições climáticas adversas. O isolamento social pode contribuir para sentimentos de solidão e depressão. Abordaremos maneiras de combater o isolamento social, como buscar atividades em grupo ou se envolver em hobbies internos.

Estratégias para lidar com a depressão sazonal: Para aqueles que experimentam depressão sazonal, existem várias estratégias que podem ajudar a aliviar os sintomas. Vamos discutir opções de tratamento, como terapia de luz, exercícios físicos, terapia cognitivo-comportamental e outras abordagens que têm se mostrado eficazes.

Estratégias:

Terapia de luz: A terapia de luz, também conhecida como fototerapia, envolve a exposição a uma luz brilhante para compensar a falta de luz solar durante os meses mais escuros. Acredita-se que a luz intensa afeta os neurotransmissores no cérebro, incluindo a serotonina, que está relacionada ao humor. A terapia de luz pode ser realizada usando dispositivos especiais, como lâmpadas de luz branca, caixas de luz ou óculos de terapia de luz. Recomenda-se uma exposição diária de cerca de 30 minutos a 1 hora, preferencialmente pela manhã.

Exercícios físicos: Os exercícios físicos têm sido amplamente reconhecidos como uma estratégia eficaz no tratamento da depressão, incluindo a depressão sazonal. A atividade física regular libera endorfinas, neurotransmissores que promovem sensações de bem-estar e reduzem o estresse. Recomenda-se uma combinação de exercícios aeróbicos, como caminhadas, corridas ou natação, juntamente com exercícios de resistência ou treinamento de força. O estabelecimento de uma rotina de exercícios e a busca por atividades físicas prazerosas são fundamentais para manter a motivação.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC): A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem terapêutica baseada na identificação e reestruturação de padrões de pensamentos negativos ou distorcidos que contribuem para a depressão. A TCC ajuda as pessoas a desafiar crenças negativas e desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis. Na depressão sazonal, a TCC pode envolver o estabelecimento de rotinas diárias, o engajamento em atividades agradáveis e o aprendizado de habilidades de autorregulação emocional. A terapia cognitivo-comportamental é geralmente conduzida por um profissional de saúde mental qualificado.

Abordagens complementares: Além da terapia de luz, dos exercícios físicos e da terapia cognitivo-comportamental, existem outras abordagens que podem complementar o tratamento da depressão sazonal. A suplementação de vitamina D (quando recomendada por um profissional de saúde) é considerada relevante, pois a falta de exposição solar reduz a produção natural dessa vitamina no organismo. Técnicas de relaxamento, como a meditação e o mindfulness, têm mostrado benefícios na redução do estresse e da ansiedade. A acupuntura, uma prática da medicina tradicional chinesa, também pode ser explorada como uma opção complementar para aliviar os sintomas da depressão.

Apoio social e grupos de suporte: O apoio social desempenha um papel importante na recuperação da depressão sazonal. Ter pessoas com quem compartilhar experiências, emoções e preocupações pode ser reconfortante e fortalecedor. Buscar apoio em amigos, familiares ou grupos de suporte pode fornecer um ambiente seguro para expressar sentimentos e receber suporte emocional. Existem grupos de suporte presenciais e online que são específicos para pessoas que enfrentam a depressão sazonal, onde é possível compartilhar vivências e obter conselhos práticos de pessoas que passam pela mesma situação.


Essas opções de tratamento podem ser utilizadas de forma combinada ou individualmente, dependendo das necessidades e preferências de cada pessoa. É importante lembrar que buscar a orientação de um profissional de saúde mental é fundamental para uma avaliação adequada e a definição de um plano de tratamento personalizado.

Embora a relação entre o clima frio e a depressão possa variar de pessoa para pessoa, é importante reconhecer que fatores como a falta de luz solar, a deficiência de vitamina D, as alterações nos ritmos circadianos e o isolamento social podem desempenhar um papel significativo no humor durante os meses mais frios. Ao compreender esses fatores e implementar estratégias para lidar com eles, você pode reduzir os impactos negativos e manter um bem-estar mental saudável, mesmo no clima frio. Consultar um profissional de saúde mental é sempre recomendado para uma avaliação e suporte adequados.





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Não deixe que a vergonha te domine! Buscar ajuda profissional para a saúde mental é tão importante quanto saber que pizza é melhor com queijo extra. Aliás, você não tem vergonha de pedir sua pizza favorita com um extra de queijo, não é mesmo? Então, por que sentir vergonha de buscar ajuda para a sua saúde mental?

Todos nós precisamos de ajuda em algum momento, e não há nada de errado em buscar ajuda profissional para lidar com a ansiedade, a depressão e outras questões de saúde mental. Afinal, se você machucar o braço, iria ao médico, certo? Então por que não procurar um profissional para ajudá-lo com a saúde mental?

Se você está preocupado com o que os outros vão pensar, não se preocupe! Eles provavelmente estão ocupados demais pensando em seus próprios problemas, como se sua roupa combina com seus sapatos. Além disso, buscar ajuda é uma forma de ser corajoso e se cuidar, então você pode se sentir ainda mais confiante quando as pessoas ao seu redor perceberem o quão incrível você é!

Então, não sinta vergonha de buscar ajuda profissional para a saúde mental. É como pedir pizza com queijo extra - pode ser exatamente o que você precisa para se sentir melhor. E, como a pizza, pode ser deliciosamente satisfatório!"

Algumas dicas para lidar com a vergonha de procurar ajuda:

📌Reconheça que buscar ajuda é uma forma de coragem: Em vez de se envergonhar por procurar ajuda, reconheça que isso é um sinal de coragem e força. Pedir ajuda é uma forma de cuidar de si mesmo e dar um passo em direção à recuperação.

📌Lembre-se de que você não está sozinho: Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de problemas de saúde mental, e muitas delas buscam ajuda profissional. Você não está sozinho e não há nada de errado em pedir ajuda quando precisar.

📌Fale com alguém de confiança: Se a vergonha de procurar ajuda profissional está atrapalhando você, tente conversar com alguém de confiança, como um amigo ou familiar. Eles podem ajudar a tranquilizá-lo e lembrá-lo de que não há nada de errado em procurar ajuda para a saúde mental.

📌Faça sua própria pesquisa: Conhecimento é poder! Faça sua própria pesquisa sobre saúde mental, psicoterapia, medicação e outros tratamentos disponíveis. Saber mais sobre esses assuntos pode ajudá-lo a se sentir mais confiante e informado sobre suas opções de tratamento.

📌Lembre-se de que sua saúde mental é tão importante quanto sua saúde física: Assim como você procura ajuda médica quando tem uma doença física, é importante buscar ajuda profissional para problemas de saúde mental. Sua saúde mental é tão importante quanto sua saúde física, e você merece receber o cuidado que precisa para se sentir bem e saudável.

Espero que este post ajude a conscientizar sobre a importância de buscar ajuda profissional para a saúde mental sem sentir vergonha. Lembre-se sempre de que cuidar da sua saúde mental é muito importante! Compartilhe com alguém que você acredita que esteja precisando.



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Suponha que um casal tenha dois filhos, um menino e uma menina. As chances são de que ambos crescerão com cérebros típicos e saudáveis. Mas, se divergirem da rota usual de desenvolvimento do cérebro ou sofrerem problemas de saúde mental, seus caminhos provavelmente serão diferentes.


As diferenças do filho podem aparecer primeiro. Tudo o mais sendo igual, ele tem quatro vezes mais chances do que sua irmã de ser diagnosticado com autismo. Taxas de outras condições de neurodesenvolvimento e deficiências também são maiores em meninos. À medida que ele se torna um jovem, suas chances de desenvolver esquizofrenia serão duas a três vezes maiores do que as dela.

Quando os irmãos atingirem a puberdade, esses riscos relativos mudarão. A irmã terá quase o dobro de probabilidade de sofrer de depressão ou transtorno de ansiedade. Muito mais tarde na vida, ela estará em maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Essas tendências não são regras rígidas e rápidas, é claro: os homens podem sofrer de depressão e Alzheimer; algumas meninas desenvolvem autismo; as mulheres não são imunes à esquizofrenia. Os cérebros masculino e feminino são mais parecidos do que diferentes.

Mas os cientistas estão aprendendo que há mais nesses diferentes perfis de risco do que, digamos, as pressões que as mulheres enfrentam em uma sociedade patriarcal ou o fato de que as mulheres tendem a viver mais, dando tempo para que as doenças do envelhecimento se desenvolvam. Diferenças biológicas sutis entre cérebros e corpos masculinos e femininos são contribuintes importantes.

Para explicar essas diferenças sexuais, existem alguns lugares óbvios para procurar. Os dois cromossomos X da fêmea, para a cópia única do macho, são um. Diferentes hormônios sexuais – principalmente testosterona nos homens e estrogênio nas mulheres – é outra. Mas um crescente corpo de pesquisa aponta para uma influência menos óbvia: as células e moléculas do sistema imunológico.

Os cientistas há muito têm evidências que ligam a atividade imunológica a diferenças e distúrbios cerebrais, mas a ciência de que o sexo acrescenta a essa equação ainda está em desenvolvimento. Até a década passada, os neurocientistas usavam rotineiramente apenas animais machos em seus experimentos, temendo que os ciclos hormonais femininos interferissem nos resultados. Isso acabou sendo muito menos problemático do que se pensava originalmente. Além disso, os cientistas agora sabem que os hormônios em roedores machos podem flutuar tanto – não em um ciclo definido, mas em resposta a fatores como sua posição na hierarquia social de seu grupo de gaiola. Desde 2016, os Institutos Nacionais de Saúde pedem aos requerentes de fundos de pesquisa que usem ambos os sexos ou expliquem por que estão usando apenas um.

Imagem de risco cerebral ao longo da vida O sexo influencia a neurodiversidade e as taxas de transtornos mentais ao longo da vida. Meninos e homens jovens enfrentam risco elevado para várias condições. Durante e após a adolescência, o risco de várias outras condições é maior nas mulheres. Reportagem de A. Dance Em estudos recentes, os neurocientistas descobriram que as células imunes chamadas micróglia funcionam de maneira diferente nos cérebros em desenvolvimento de roedores machos e fêmeas, mesmo na ausência de qualquer infecção. Essas ações microgliais, refletidas em estudos de pessoas, podem predispor os meninos a diferenças e distúrbios neurais no início da vida, especulam os pesquisadores, mas podem protegê-los mais tarde. Os cientistas também identificaram vários genes envolvidos nas respostas imunes que podem ajudar a explicar os riscos aumentados para meninas e mulheres a partir da puberdade. Com o tempo, uma melhor compreensão dessas diferenças pode levar a tratamentos específicos para cada sexo.

“Estamos apenas começando a trabalhar nisso”, diz Justin Bollinger, neurocientista da Universidade de Cincinnati. “É super importante e super triste que, por muito tempo, os pesquisadores tenham achado que os homens eram suficientes, que homens e mulheres agiam da mesma forma, que respondiam às mesmas coisas.”

Imunidade no cérebro em desenvolvimento Uma das primeiras pistas ligando o desenvolvimento do cérebro e as respostas imunes surgiu no final dos anos 1980, quando pesquisadores examinaram registros de nascimento e registros de hospitais psiquiátricos na Finlândia, onde houve uma epidemia de gripe no outono de 1957. Os cientistas descobriram que, se mulheres grávidas tivessem estando no segundo trimestre naquele outono, seus filhos adultos tinham cerca de 50% mais chances de serem internados no hospital com um diagnóstico de esquizofrenia do que os filhos de mulheres que estavam no primeiro ou terceiro trimestre durante a epidemia.

Outros estudos apoiaram essa descoberta, sugerindo que, se o sistema imunológico de uma mulher for chamado para combater uma infecção durante a gravidez, isso pode predispor seus filhos à esquizofrenia. “Isso realmente chamou muita atenção para como o sistema imunológico pode fazer o cérebro em desenvolvimento dar errado”, diz Margaret McCarthy, neurocientista da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore. Enquanto isso, pesquisadores em Nova York documentaram uma variedade de problemas neurológicos em filhos de mães que contraíram rubéola durante um surto de 1964, incluindo uma taxa anormalmente alta de autismo.

Para imitar os efeitos de surtos em populações humanas e investigar possíveis mecanismos, cientistas injetaram em ratos e camundongos grávidos pedaços não infecciosos de bactérias ou vírus. Isso causa uma resposta imune na mãe, que por sua vez influencia a atividade imunológica na prole. Em seguida, os pesquisadores estudam os filhotes depois que nascem.

Sistema imunológico da gestante Quando uma infecção ativa o sistema imunológico de uma mulher grávida, as moléculas que promovem uma resposta imune passam pela placenta para o feto em crescimento, onde podem alterar o cérebro em desenvolvimento. Adaptado de A. Zawadzka ET/AL International Journal of Molecular Sciences 2021 Esses estudos apoiaram a ideia de que a infecção materna afeta o cérebro do bebê. Embora seja difícil dizer se um roedor está apresentando sinais específicos de autismo ou esquizofrenia, os cientistas observam que os filhotes são mais ansiosos e menos sociais do que aqueles nascidos de mães que não tiveram um desafio imunológico.

Os filhotes também têm microglia mais – e mais ativa. Essas células, que compõem 10% do cérebro, são as células imunológicas residentes no órgão: seu trabalho é engolir bactérias, vírus e fungos invasores, bem como consumir o lixo celular normal. Mas eles fazem muito mais do que isso. Microglia também libera substâncias químicas conhecidas como fatores de crescimento para apoiar o cérebro. E durante o desenvolvimento fetal, eles quebram conexões desnecessárias entre as células nervosas, ou até mesmo eliminam completamente as células – ações que esculpem a fiação do cérebro. Se a micróglia for exposta a infecções durante esse período crítico, alguns cientistas sugerem que a escultura pode dar errado e o cérebro pode sofrer consequências de longo prazo.

Até agora, as evidências desses efeitos são mais limitadas em humanos, mas varreduras cerebrais e estudos de autópsia encontraram números incomumente altos de micróglia ativa em pessoas com esquizofrenia ou autismo.

Microglia masculina e feminina O sexo acrescenta outra ruga à ligação entre a micróglia e o desenvolvimento do cérebro: essas células se comportam de maneira diferente em certas partes do cérebro masculino e feminino em desenvolvimento, mesmo quando tudo está indo normalmente.

Veja, por exemplo, as descobertas de McCarthy em 2019 sobre ratos jovens brincando. Brincar em animais jovens é influenciado por uma região do cérebro chamada amígdala, e sabe-se que o efeito da testosterona na amígdala influencia os filhotes machos a brincarem de forma violenta – uma tendência não observada nas fêmeas. Os pesquisadores descobriram que a microglia na amígdala era mais ativa nos homens, devido à exposição à testosterona no útero. A micróglia masculina altamente ativa comeu outro tipo de célula que se desenvolve em células em forma de estrela chamadas astrócitos. “Eles estão basicamente envolvidos em assassinato celular”, diz McCarthy.

Nas mulheres, observaram os cientistas, esses astrócitos sobrevivem e parecem amortecer a ativação das células nervosas da amígdala – e esse amortecimento, por sua vez, parece reduzir a agitação. E quando os pesquisadores usaram um anticorpo para impedir que a microglia matasse os astrócitos relevantes em filhotes machos, os filhotes não brincavam mais. McCarthy diz que os astrócitos, quando presentes, suprimem a atividade dos nervos em tempo real para evitar brincadeiras violentas.

Existem muitas outras maneiras relatadas pelas quais a microglia age de maneira diferente em cérebros típicos de roedores masculinos e femininos em uma idade muito jovem. E essas diferenças podem ter consequências a longo prazo, especialmente se a mãe encontrar uma infecção ou se os cientistas imitarem uma no laboratório. Por exemplo, os autores de um estudo de 2020 analisaram a micróglia na prole adulta de camundongos expostos a uma molécula sintética que imita o material genético de um vírus. Eles se concentraram em uma parte do cérebro chamada giro denteado, uma região envolvida no aprendizado e na memória que normalmente é menor em pessoas com esquizofrenia.

No estudo, camundongos machos nascidos de mães tratadas com o mímico viral apresentaram maior densidade de sinapses – conexões entre células nervosas – do que o típico no giro denteado. Isso era verdade tanto para sinapses excitatórias, onde um neurônio excita a atividade do próximo, quanto para sinapses inibitórias, onde um neurônio amortece a atividade de outro. Nas fêmeas, em contraste, o tratamento de mímica viral resultou em menos sinapses excitatórias e pouca mudança nas inibitórias. Essas mudanças nas proporções de sinapses “ligadas” e “desligadas” têm semelhanças com os desequilíbrios de sinapses observados na esquizofrenia humana e, além disso, sugerem que o padrão difere entre homens e mulheres.

Com base nesta e em outras pesquisas, a hipótese de trabalho é que a ativação imune no cérebro, muito cedo na vida, altera a microglia e de alguma forma “prepara” o cérebro para as diferenças que surgem mais tarde. Exatamente como isso pode funcionar não está claro, diz Jaclyn Schwarz, neurocientista da Universidade de Delaware em Newark. Uma possibilidade é que a microglia nos machos, distraída por uma infecção, pule parte do trabalho de poda que normalmente faz durante o desenvolvimento fetal. Alternativamente, ela especula, talvez a micróglia masculina se torne hiperativa a longo prazo, eliminando muitas conexões neurais à medida que o cérebro continua a se desenvolver durante a infância, na adolescência e na idade adulta.

Em adolescentes humanos, o padrão geral de diferenças sexuais em doenças mentais se inverte. Mulheres e meninas adolescentes são mais suscetíveis a transtornos de humor como depressão e ansiedade, que têm menos a ver com a fiação do cérebro durante o desenvolvimento e mais a ver com processos químicos em andamento dentro do cérebro, diz Schwarz.

O cérebro não é o único lugar onde o sistema imunológico difere por sexo: as mulheres frequentemente apresentam uma resposta imune mais forte às infecções do que os homens. Quando os neurocientistas estudavam apenas roedores machos, os imunologistas, por outro lado, geralmente se concentravam nas fêmeas e suas células porque oferecem uma resposta mais robusta, diz Natalie Tronson, neurocientista comportamental da Universidade de Michigan em Ann Arbor. As mulheres pagam um preço por essa resposta poderosa com uma taxa mais alta de condições autoimunes como o lúpus.

Os pesquisadores analisaram os genes ativados e desativados no tecido cerebral de pessoas que tiveram depressão e descobriram que os padrões de uso de genes diferem por sexo. “O que está acontecendo no cérebro de um homem ou mulher com depressão é muito diferente”, diz Georgia Hodes, neurocientista da Virginia Tech em Blacksburg e coautora dessa pesquisa. Um padrão que eles observaram nas mulheres são as mudanças na atividade dos genes envolvidos na inflamação, um mecanismo imunológico chave.

A inflamação cerebral também está intimamente ligada à doença de Alzheimer, e as influências sexuais também correm o risco: os primeiros sintomas geralmente surgem na faixa dos 60 anos e as mulheres são mais propensas do que os homens a serem diagnosticadas. Em um estudo de 2021, Marina Sirota, bioinformática da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e colegas examinaram quais genes foram ativados ou desativados no cérebro de pessoas que morreram com Alzheimer. Eles descobriram alterações na atividade genética que influenciariam a atividade imunológica em mulheres que tinham Alzheimer em comparação com mulheres que não tinham. Eles não viam tal diferença nos homens.

Sirota diz que há mais trabalho a fazer para entender por que esses padrões genéticos mudam nas mulheres e como eles podem influenciar o curso da demência. (Acontece que integrar esses dados complexos de imunidade é sua especialidade; ela recentemente escreveu uma revisão sobre o tópico para a Revisão Anual da Ciência de Dados Biomédicos.) Quanto aos homens mais velhos, a micróglia que pode causar risco aumentado durante o desenvolvimento pode acabar sendo ser benéfico na velhice. Outro estudo do tecido cerebral de pessoas com Alzheimer descobriu que a micróglia dos cérebros dos homens era mais propensa a adotar uma forma de ameba, associada à atividade protetora, do que a micróglia das mulheres.

Estudos com camundongos indicam que existem diferenças mesmo entre cérebros saudáveis de homens e mulheres à medida que os animais envelhecem. Cientistas liderados por Bill Freeman, neurocientista da Fundação de Pesquisa Médica de Oklahoma, em Oklahoma City, examinaram os padrões de atividade genética e proteínas no cérebro de camundongos de dois anos de idade (uma idade avançada para um camundongo). Eles observaram que, embora a inflamação aumentasse com a idade no cérebro de ambos os sexos, a mudança era mais proeminente nas mulheres.

Assim, enquanto os estudos dos homens apontam para a microglia como os principais atores tanto no risco inicial quanto na proteção posterior, a situação nas mulheres parece envolver uma série de genes imunológicos que podem influenciar o risco de inflamação, transtornos do humor e demência em um futuro que ainda está por vir. maneira ser compreendida.

Um passo em direção à equidade em saúde Os cientistas podem apenas especular sobre por que essas diferenças evoluíram, mas muitos apontam para o simples fato de que as fêmeas engravidam. O sistema imunológico da mãe não deve atacar o feto, mesmo que seja geneticamente diferente de seu próprio corpo. Assim, a gravidez causa uma série de alterações na imunidade, algumas das quais abafam o sistema imunológico da mãe, tornando-a mais propensa a doenças graves de algumas infecções, como COVID-19 e varicela.

“Os homens não parecem ter essa flexibilidade em seu sistema imunológico”, diz Hodes. “Eles sempre têm as mesmas respostas imunológicas ao longo da vida, com algumas mudanças no envelhecimento”. Mas a flexibilidade imunológica feminina – necessária para proteger o feto – pode ter um custo para o cérebro feminino.

Ninguém está projetando pílulas rosa e azuis ainda. Mas catalogar essas diferenças é um primeiro passo importante para entender como o sexo, o cérebro e o sistema imunológico interagem na saúde e na doença. Chegar à raiz dessas diferenças e, finalmente, desenvolver tratamentos diferentes para pessoas diferentes é crucial para alcançar a equidade na saúde.

“Estamos tentando entender a biologia, estamos tentando melhorar a saúde”, diz Freeman. “Isso significa entender a diversidade de nossa espécie humana.”


Fonte: Sex, Immunity, and the Brain (brainfacts.org)

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A saúde mental é uma parte essencial do bem-estar e qualidade de vida, mas nem sempre é fácil identificar quando algo não está bem. Muitas vezes, pessoas que sofrem de ansiedade e depressão podem sentir-se isoladas e sem esperança. Por isso, é importante que todos saibam reconhecer os sinais dessas condições, tanto em si mesmos quanto em outras pessoas próximas.

A ansiedade e a depressão são problemas de saúde mental comuns que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Eles podem ter várias causas, como estresse, trauma, alterações hormonais ou eventos negativos de vida. Embora as duas condições sejam diferentes, elas frequentemente compartilham sintomas semelhantes.

Alguns sinais de ansiedade incluem: sentimentos de tensão ou nervosismo, preocupação excessiva, medo irracional, problemas para dormir, sudorese excessiva, falta de ar, palpitações e tremores. Já os sinais de depressão podem incluir: tristeza persistente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, alterações no apetite, insônia ou sono excessivo, cansaço constante, dificuldade de concentração e pensamentos de morte ou suicídio.

Se você ou alguém que você conhece apresenta esses sintomas, é importante procurar ajuda profissional o mais rápido possível. O tratamento pode incluir terapia, medicação ou uma combinação de ambos. Não é vergonhoso procurar ajuda para a saúde mental, assim como não é vergonhoso buscar ajuda para um problema físico.

CINCO PASSOS PARA IDENTIFICAR ESSES SINAIS:

  1. Esteja ciente dos sinais e sintomas: Conhecer os sintomas de ansiedade e depressão é o primeiro passo para identificar essas condições em si mesmo ou em outras pessoas. Sinais de ansiedade podem incluir preocupação excessiva, sentimentos de tensão ou nervosismo, medo irracional, sudorese excessiva, falta de ar, palpitações e tremores. Já os sintomas de depressão podem incluir tristeza persistente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, alterações no apetite, insônia ou sono excessivo, cansaço constante, dificuldade de concentração e pensamentos de morte ou suicídio.
  2. Preste atenção às mudanças de comportamento: Às vezes, a ansiedade e a depressão podem ser expressas através de mudanças de comportamento. Fique atento a sinais como mudanças de humor frequentes, isolamento social, baixa autoestima, comportamento imprudente ou agressivo, aumento do consumo de álcool ou drogas e queda no desempenho escolar ou profissional.
  3. Comunique-se: Se você está preocupado com sua própria saúde mental ou com a de alguém próximo a você, é importante falar sobre isso. Incentive a pessoa a compartilhar seus pensamentos e sentimentos e ofereça apoio emocional. Lembre-se que a conversa pode ser difícil, mas é uma parte crucial do processo de identificação e tratamento.
  4. Procure ajuda profissional: Se você ou alguém próximo a você apresentar sinais de ansiedade ou depressão, é importante procurar ajuda profissional o mais rápido possível. Um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde mental pode ajudar a identificar a causa dos sintomas e recomendar um tratamento adequado.
  5. Cuide da sua saúde mental: A prevenção é uma parte importante da saúde mental. Para reduzir o risco de ansiedade e depressão, é importante cuidar da sua saúde mental todos os dias. Pratique atividades que ajudam a reduzir o estresse, como exercícios físicos, meditação, ioga ou leitura. Mantenha um sono adequado, alimentação saudável e evite o consumo excessivo de álcool ou outras substâncias que podem afetar a saúde mental.

Saber reconhecer os sinais de ansiedade e depressão é um passo importante para proteger a sua saúde mental e ajudar outras pessoas a fazer o mesmo. Fique atento aos sinais e lembre-se que a busca por ajuda profissional é fundamental para o tratamento dessas condições.

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Escolher um psicólogo pode parecer algo desafiador, mas não precisa ser! Com algumas dicas simples, você pode encontrar o profissional ideal para te ajudar a cuidar da sua saúde mental.


Como escolher seu psicólogo

Escolher um psicólogo pode ser uma tarefa difícil, mas extremamente importante. Afinal, o psicólogo será a pessoa que irá ajudá-lo(a) a lidar com questões emocionais e comportamentais, e é fundamental que essa pessoa seja qualificada e tenha empatia com você. Neste artigo, vamos abordar alguns aspectos que podem ajudá-lo(a) a escolher o(a) psicólogo(a) certo(a) para você.

Verifique a formação e experiência do psicólogo

É importante que o psicólogo tenha formação acadêmica em Psicologia e esteja devidamente registrado no Conselho Regional de Psicologia (CRP). Além disso, é recomendável verificar se o profissional possui experiência na área em que você precisa de ajuda. Por exemplo, se você está enfrentando problemas de ansiedade, é importante escolher um psicólogo que tenha experiência em ansiedade.

Considere a abordagem terapêutica do psicólogo

Existem diversas abordagens terapêuticas na Psicologia, como a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, entre outras. Cada abordagem tem suas particularidades e é importante escolher um psicólogo que utilize uma abordagem com a qual você se sinta confortável.

Verifique a disponibilidade do psicólogo

Verifique se o psicólogo tem disponibilidade nos horários que você precisa. Além disso, é importante verificar se o profissional possui um tempo de espera muito grande para agendar consultas, pois isso pode atrasar o início do tratamento.

Considere a localização do consultório

A localização do consultório é um aspecto importante a ser considerado, pois pode influenciar na frequência das consultas. Escolha um consultório que seja de fácil acesso e que esteja próximo do seu trabalho ou residência.

Verifique a empatia com o psicólogo

A empatia é fundamental em qualquer relação terapêutica. É importante que o psicólogo seja uma pessoa com quem você se sinta confortável em compartilhar seus problemas e angústias.

Considere o valor das consultas

O valor das consultas é um aspecto que deve ser considerado, porém não deve ser o único critério de escolha. É importante verificar se o psicólogo possui um valor justo e condizente com a sua formação e experiência.

Verifique as avaliações do psicólogo

Hoje em dia, é comum verificar as avaliações de serviços e profissionais antes de contratá-los. Procure por avaliações de outros pacientes do psicólogo que você está considerando. Isso pode ajudá-lo(a) a ter uma ideia da qualidade do atendimento do profissional.

Escolher um psicólogo é uma decisão importante e pode ser um processo um pouco difícil. É importante levar em consideração diversos aspectos, como a formação e experiência do profissional, sua abordagem terapêutica, disponibilidade de horários, localização do consultório, empatia, valor das consultas e avaliações de outros pacientes.

Por fim, a melhor forma de saber se um psicólogo é o profissional ideal para você é agendar uma primeira consulta. Durante a consulta, você pode conversar com o profissional, tirar suas dúvidas e avaliar se vocês têm uma boa conexão.

Espero que essas dicas tenham sido úteis para você escolher um psicólogo de confiança. Lembre-se sempre de que cuidar da sua saúde mental é fundamental para uma vida saudável e equilibrada.








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Às vezes, é difícil sair da cama. Sob a névoa da depressão, a tarefa diária não é apenas tediosa, pode parecer sem propósito. 


Passar pelas rotinas é uma luta. As coisas felizes parecem mudas e as más notícias soam ainda piores. A depressão afeta como as pessoas se sentem. Mas também pode mudar a forma como eles pensam.

“Quando atendo pacientes, eles reclamam de problemas de memória”, diz Carrie Holmberg, pós-doutora em psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade de Stanford, que estuda o transtorno do humor. Os pacientes podem ter problemas para encontrar suas chaves ou reter as informações que leram em um livro. “As pessoas muitas vezes apontam para simplesmente não serem capazes de funcionar tão bem.”

Esses relatos anedóticos refletem um corpo crescente de pesquisas mostrando que a depressão pode afetar a memória e a cognição de maneiras diversas e surpreendentes.

As pessoas deprimidas têm dificuldade em lembrar detalhes sutis dos eventos que vivenciaram. Experiências gerais, como férias, vêm à mente com facilidade, mas não as específicas, como uma refeição agradável nas férias. A memória prospectiva das pessoas, ou lembrar-se de realizar uma atividade planejada no futuro, também sofre com a depressão. É mais difícil lembrar de devolver um livro da biblioteca ou tomar um medicamento diário.

Embora os detalhes e a memória prospectiva sejam afetados, não há problema em recordar memórias ruins. Pessoas saudáveis e não deprimidas geralmente têm uma memória melhor para eventos positivos do que eventos neutros ou negativos, diz Daniel Dillon, professor assistente de psiquiatria na Universidade de Harvard. Enquanto isso, as pessoas deprimidas têm uma lembrança mais forte de lembranças ruins. “Em pessoas deprimidas, as pessoas acham que existe um aumento da memória negativa, mas, na verdade, é o viés positivo que diminuiu”, diz Dillon. 

Em 2014, os pesquisadores examinaram a cognição negativa em pessoas que já estiveram deprimidas e em um grupo que nunca teve depressão. As pessoas que já tiveram depressão foram melhores em lembrar adjetivos negativos de uma seleção de palavras do que o grupo que nunca esteve deprimido. Cientistas que realizaram pesquisas em 2007 examinaram o papel da memória positiva na regulação do humor, descobrindo que o humor das pessoas deprimidas piorava quando encorajadas a relembrar memórias felizes. Quando as pessoas que estavam deprimidas relembram memórias felizes, seus humores tristes não mudam.

O cérebro pode revelar algumas pistas sobre o domínio da depressão sobre a memória. A área do cérebro que lida com o aprendizado e a memória – o hipocampo – é sensível ao estresse e tende a ser menor em pessoas com depressão. “A diminuição do volume do hipocampo pode explicar a má memória”, diz Dillon. Além disso, os pensamentos ruminativos característicos do transtorno podem dificultar a concentração das pessoas em outras tarefas. A ruminação, ou fixação em situações ou eventos perturbadores, ocupa recursos neurais que o cérebro poderia gastar em outras coisas, como a memória.

Essas descobertas podem não fornecer uma imagem completa. Um hipocampo pequeno não explica o componente emocional dos problemas de memória. “Não há motivo para interromper apenas memórias positivas”, explica Dillon. Além do mais, algumas pessoas propensas à depressão podem ter hipocampos menores antes de desenvolver a doença. “Ainda temos uma compreensão funcional pobre do que está acontecendo com a memória e a depressão”, diz Dillon.

Fora do laboratório, Holmberg diz que os médicos e psiquiatras que trabalham com pacientes no lado clínico estão começando a discutir a memória e questões relacionadas à memória com seus pacientes. “Os pacientes estão muito conscientes das deficiências cognitivas. Acho que os médicos estão cada vez mais conscientes. Normalizar e validar essa parte da depressão é importante, então não é tão assustador”, diz Holmberg. Essas discussões com os pacientes são importantes. De acordo com Holmberg, os antidepressivos podem efetivamente reduzir a tristeza, mas não são tão bem-sucedidos em atingir os aspectos cognitivos da depressão – mesmo quando os pacientes se sentem melhor, eles ainda apresentam déficits nessas áreas.


Fonte: Depression’s Impact on Memory (brainfacts.org)

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A nossa rotina pode contribuir demais com as condições do nosso corpo, não só fisicamente como emocionalmente também. Veja agora seis coisas que toda pessoa que sofre de depressão deve fazer para ajustar o seu modo de vida e melhorar a saúde do cérebro. 



Em primeiro lugar, a pessoa que sofre de depressão deve procurar ajuda profissional. Tratar-se com psiquiatra e psicólogo é essencial para que o sujeito saia da crise mais forte, caso contrário não há como estabelecer esses 6 passos que a pessoa com depressão deve fazer. 

Depois de estabilizado é preciso manter uma rotina saudável para que a depressão não volte a acontecer, ou mesmo no caso de uma depressão mais leve, seguir uma rotina com esses elementos pode ajudar muito.

Exercício físico

O cérebro é um orgão do seu corpo, portanto para que ele funcione bem é necessário que sua parte física também se encontre em bom estado. Exercícios físicos fazem muito bem para saúde mental pois além de liberar hormônios que fazem você se sentir bem ainda ajuda no nascimentos de neurônios, as células do cérebro. 



Diário 

Manter um diário pode parecer uma coisa boba ou de adolescente, mas é muito efetivo para lidar com a depressão. O ideal é que você tenha dois cadernos separados, um para as coisas ruins, para desabafos, e outro para as coisas boas, para agradecimentos. É o famoso diário de gratidão. Ele vai ajudar o seu cérebro perceber que coisas boas acontecem em nossas vidas, coisa que a depressão faz com que você não perceba, mas elas estão presentes, falta apenas dar atenção à elas, e o diário é uma ótima opção para treinar a mente a ver o lado bom da vida.

Alimentação

Assim como o exercício físico a alimentação correta é essencial para que nosso corpo trabalhe bem, e com ele nosso cérebro. Alimentos como a banana e verduras têm substâncias que ajudam a aumentar a serotonina, neurotransmissor responsável pela nossa alegria. Além disso, ter uma dieta rica em ômega 3 e probióticos também ajuda bastante na saúde mental. Portanto, se alimentar de forma saudável é fundamental para lidar com os sintomas da depressão.

Interação social

O ser humano é um ser social, nós só conseguimos evoluir e lutar com nossos grandes predadores porque nos unimos e fizemos comunidades para trabalhar juntos. Portanto, a solidão é algo que certamente deprime as pessoas. Ter amigos, sair para conversar, manter contato social é muito importante para combater os sintomas da depressão.


Benevolência

Ainda na questão social , ajudar os outros é algo que faz muito bem para a saúde do nosso cérebro. O voluntariado é fortemente indicado para pessoas com depressão, pois o ato da benevolência e solidariedade também libera hormônios da felicidade e compaixão no nosso organismo, fazendo com que nos sintamos mais alegres e satisfeitos. O simples ato de desejar mentalmente algo bom para outra pessoa ou dizer um bom dia sincero já faz com que neurotransmissores do bem caminhem por nosso corpo.

Ter um objetivo

Um dos sintomas da depressão é a sensação de que a vida não faz sentido, de que o sujeito não tem motivos para levantar da cama. Por isso, se engajar em alguma tarefa ou grupo é de extrema ajuda para a pessoa deprimida. O próprio trabalho voluntário pode ser um objetivo desses, ou se engajar em um grupo religioso, um clube do livro, até acompanhar uma novela ou série pode ajudar.


A depressão não é um transtorno fácil e pode trazer muitos malefícios para a vida das pessoas que sofrem com ela. Mas é também cada vez mais comum em nossa sociedade. Se temos a chance de prevenir e tratar esse mal com medidas simples não há porque deixar de implementa-los em nossas vidas e seguirmos saudáveis, tanto física quantos mentalmente. 

Faça essas 6 coisas que toda pessoa com depressão deve fazer, mesmo se você não apresenta o transtorno, e verá como vai se sentir melhor. Não se esqueça de voltar aqui e contar como foi essa experiência pra você.

Lembrando que acompanhamento psiquiátrico e psicológico são essenciais sempre! 







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